Maiores riscos em Congonhas são os deslizamentos de terra e queda de árvores
O acumulado em volume de chuva previsto para até a próxima sexta-feira (23/01) é de 141 mm³, de acordo com dados divulgados pelo Clima Tempo. Esta informação acende o sinal de alerta para riscos de alagamentos e deslizamento de encostas. Por isso, o Comitê do Plano de Contingência coordenado pela Defesa Civil e composto por secretarias municipais, além de outras forças de segurança e proteção e voluntários, reuniu-se na Romaria para alinhar ações emergenciais para o caso de serem necessárias.
Soma-se ao grande volume de chuva previsto para o período, o fato de Congonhas ser uma cidade cortada por rios e córregos; criada sobre solo composto predominantemente de silte argiloso, considerado de baixa aderência e sujeito a apresentar deslizamentos de terra; e cheia de encostas. Nestas condições, o alerta é feito pelo diretor da Defesa Civil de Congonhas, Mauro Lúcio Oliveira. “Com o volume de chuva esperado para esta semana, o índice de deslizamento de terra aumenta, porque o solo fica muito encharcado. As pessoas devem ficar atentas. A qualquer movimentação de terra, rachaduras e trincas nas casas, acione a Defesa Civil. A ação tem de ser rápida”.
A reunião do Comitê do Plano de Contingência de Congonhas, realizada nesta segunda-feira, na Romaria, contou com a presença do prefeito Anderson Cabido e de representantes da Defesa Civil Municipal e das secretarias de Zeladoria Urbana, Desenvolvimento, Assistência Social e Cidadania (SEDASC), e Segurança Pública e Trânsito.
As mudanças climáticas têm alterado consideravelmente os regimes de chuvas e as cidades precisam se estruturarem para isso, conforme afirma o prefeito Anderson Cabido. “Congonhas prepara obras estruturantes de contenção de encostas e de redução dos alagamentos, também realiza limpezas de rios para se tornar uma cidade cada vez mais resiliente, pronta para enfrentar as mudanças climáticas, garantir absoluta segurança, tranquilidade e conforto no período de chuvas para a população. Durante o período chuvoso, seguimos alertas, com cada setor da Prefeitura preparado para agir em caso de emergência”.
Ações de cada setor
A Defesa Civil realiza ações preventivas, como o monitoramento de áreas de risco que constam do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), além de campanhas educativas. Em períodos de grande volume de chuvas, o órgão recebe notificações de ocorrências, avalia o cenário, inclusive com visitas de campo nos locais atingidos, retira as pessoas imediatamente de locais alagados ou que apresentem riscos de deslizamento ou desmoronamento. Em seguida, aciona outros setores da Prefeitura e voluntários, que também integram o plano de contingência.
Em 2025, a Secretaria de Zeladoria Urbana atuou na limpeza bueiros e galerias que dão vazão às águas das chuvas e nascentes. Rios e córregos também voltaram a ser limpos. Em caso de emergência, a pasta oferece apoio logístico, disponibilizando caminhões, caminhões pipa, maquinário e pessoal para limpeza e desobstruções em geral.
A SEDASC oferece às pessoas desalojadas ou desabrigadas pelas chuvas colchões, cobertores, roupas, cestas básicas e abrigos provisórios.
Outras secretarias como as de Habitação, Educação, Saúde e Esporte e Lazer, Planejamento, Finanças, Gestão Urbana e Comunicação também complementam o Plano de Contingência Municipal.
Em casos de risco, acione a Defesa Civil pelo 199 e o Grupamento Tático pelo 9.7249-7260. A Guarda Civil Municipal (GCM) também integra esta grande força-tarefa de valorização da vida. Em caso de emergência, o cidadão pode recorrer também ao 153 da GCM.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas
















