Ex-psicólogo condenado a 37 anos por estupro em Juiz de Fora
Ex-psicólogo condenado a 37 anos por estupro em Juiz de Fora, Rodrigo Bastos, 55, recebeu pena de 37 anos de reclusão em regime fechado por violentar duas pacientes adolescentes na cidade da Zona da Mata mineira. A sentença, assinada em dezembro pelo juiz Daniel Réche da Motta, da 1ª Vara Criminal de Juiz de Fora, inclui ainda 25 dias-multa, estimados em R$ 2.026,25.
Ex-psicólogo condenado a 37 anos por estupro em Juiz de Fora
Conforme a decisão judicial, Bastos abusava da relação de confiança construída em sessões de terapia infantil para iniciar conversas de teor sexual, tocar partes íntimas e propor relações às vítimas. O magistrado também o condenou por fraude, já que o réu tentava justificar as condutas como suposta técnica clínica.
Pena, recurso e reação das partes
Apesar da condenação, o ex-psicólogo condenado poderá recorrer em liberdade. O juiz entendeu que não há, no momento, motivo para prisão cautelar. Em nota, a defesa afirmou respeitar, mas considerar “extremamente injusta” a decisão, informando que já interpôs apelação buscando absolvição.
A representante das vítimas, advogada Gabriela Rigueira, avaliou que a pena reflete a gravidade dos crimes e criticou o direito do réu de aguardar julgamento de recurso em liberdade, o que, segundo ela, “contribui para a revitimização” das jovens.
Investigação e denúncia
O inquérito foi concluído em junho de 2022, quando a Polícia Civil indiciou Bastos por estupro de vulnerável. Na mesma época, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia, destacando que o acusado “valeu-se da confiança depositada nele pelas famílias” para cometer os abusos. Desde então, o ex-psicólogo teve registro profissional suspenso e passaporte apreendido.
Contexto e alerta para outras vítimas
Na fase preliminar do processo, autoridades ressaltaram a importância do depoimento das vítimas em crimes sexuais, em consonância com diretrizes adotadas por órgãos como a ONU em casos de violência de gênero. A defesa das adolescentes também manifestou receio de que existam pacientes não identificadas e orientou possíveis vítimas a procurar a Delegacia de Atendimento à Mulher.

Imagem: Internet
O caso segue em primeira instância enquanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisa o recurso da defesa. Até lá, Bastos permanece em liberdade, mas impedido de exercer atividades ligadas à psicologia ou a cursos com menores.
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Crédito da imagem: Fernanda Castilho














