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Trump afirma que Irã quer negociar após protestos sangrentos

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Trump afirma que Irã quer negociar após protestos sangrentos

Trump afirma que Irã quer negociar após protestos sangrentos logo depois de ameaçar “atingir níveis nunca vistos” caso Teerã reprima ainda mais os manifestantes, cuja morte já chega a 544, segundo ativistas.

Trump afirma que Irã quer negociar após protestos sangrentos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã quer negociar com Washington após duas semanas de violentas manifestações no país persa. A afirmação ocorreu a bordo do Air Force One, onde Trump ressaltou que “pode ser necessário agir antes do encontro” se a repressão continuar.

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O número de mortos nas ruas subiu para pelo menos 544, de acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), enquanto mais de 10.600 pessoas foram detidas. O balanço não foi confirmado pelo governo iraniano, que segue sem divulgar dados oficiais.

Sem reação imediata de Teerã, a fala de Trump veio na esteira da visita do chanceler de Omã ao Irã, país que tradicionalmente intermedeia contatos entre os dois rivais. Ainda assim, permanece incerto o que Teerã poderia oferecer: Washington exige limites ao programa nuclear e ao arsenal balístico iraniano, considerado vital pela liderança de 86 anos do aiatolá Ali Khamenei.

Ameaças mútuas e cenário de tensão

Fontes na Casa Branca revelaram que a equipe de segurança nacional avalia opções que incluem ciberataques e ataques militares diretos, possivelmente em cooperação com Israel. Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano advertiu que forças norte-americanas e israelenses se tornariam “alvos legítimos” se os EUA decidirem intervir.

Enquanto isso, o chanceler Abbas Araghchi disse a diplomatas que a situação está “sob controle total”, atribuindo, sem provas, a violência a Israel e Estados Unidos. Ele admitiu, porém, que “um canal de diálogo continua aberto”, desde que haja reconhecimento de interesses mútuos.

Nesta segunda-feira, a televisão estatal exibiu dezenas de milhares de iranianos em comícios pró-governo em Teerã, gritando “Morte à América!” e “Morte a Israel!”, numa tentativa de mostrar força após os protestos que começaram em 28 de dezembro, impulsionados pelo colapso do rial e pela crise econômica.

Organizações de direitos humanos temem que o corte de internet e telefonia, em vigor desde o início dos atos, incentive uma repressão ainda mais dura fora do olhar internacional. Relatos apontam que, ao anoitecer, as ruas da capital ficam vazias diante do receio de prisões e da circulação de mensagens de texto oficiais alertando para “terroristas” entre os manifestantes.

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Crédito da imagem: Global News

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