Foguete indiano falha e ameaça satélite brasileiro em voo
Foguete indiano falha na primeira missão do Veículo Lançador de Satélites Polares (PSLV) desde maio de 2025, poucos minutos após a decolagem deste domingo (11) do Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota. A anomalia no terceiro estágio comprometeu o satélite militar hiperespectral EOS-N1 e um satélite brasileiro de monitoramento ambiental.
Foguete indiano falha e ameaça satélite brasileiro em voo
Durante a transmissão oficial, o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), V. Narayanan, relatou “perturbações nas taxas de rotação” e um desvio da trajetória nominal do foguete indiano. A cobertura foi interrompida para análise de telemetria, prática adotada desde o revés que levou à perda do EOS-09, em maio de 2025.
Caso a falha seja confirmada, será a quarta em 64 lançamentos do PSLV, veículo responsável por marcos como a missão lunar Chandrayaan-1 e o envio da primeira sonda indiana a Marte. O voo deste domingo era o nono organizado pela NewSpace India Limited e considerado fundamental para restabelecer a confiabilidade do lançador.
A carga principal, o EOS-N1 (Anvesha), foi projetada para gerar imagens hiperespectrais em centenas de comprimentos de onda e reforçar o sistema de vigilância das Forças Armadas indianas. Além dele, o foguete levava outras 15 cargas úteis internacionais.
Entre elas, destaca-se o satélite brasileiro que integra a primeira constelação privada do país. Desenvolvido com participação de 30 alunos do ensino médio do Distrito Federal, o equipamento deve apoiar o monitoramento ambiental, a segurança marítima e fornecer dados ao agronegócio. A constelação já conta com três satélites em operação e permitirá que novos estudantes criem aplicações próprias.
Também estavam a bordo um satélite de observação tailandês-britânico, uma demonstração indiana de reabastecimento orbital e a cápsula de reentrada KID, da startup espanhola Orbital Paradigm, prevista para amerissar no Pacífico Sul.

Imagem: ISRO
A ISRO informou que divulgará um relatório detalhado assim que concluir a avaliação dos dados. Especialistas observam que o resultado definirá a agenda de lançamentos de 2026 e o ritmo de contratos comerciais do PSLV, considerado um pilar do mercado de lançamentos de pequeno e médio porte. Informações preliminares podem ser acompanhadas no site oficial da agência ISRO, referência em dados de missões espaciais.
Para saber como o Brasil avança na área espacial após este episódio, leia mais na nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.
Crédito da imagem: ISRO















