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Petroleiras dos EUA avaliam risco e chance na Venezuela

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Petroleiras dos EUA avaliam risco e chance na Venezuela

Petroleiras dos EUA avaliam risco e chance na Venezuela enquanto preparam-se para uma reunião na Casa Branca que pode destravar bilhões de dólares em aportes no setor energético venezuelano.

Petroleiras dos EUA avaliam risco e chance na Venezuela

Convocados para sexta-feira (09), executivos de 17 grandes companhias, incluindo Chevron, Exxon Mobil e ConocoPhillips, discutirão com o presidente Donald Trump e membros do gabinete as condições para investir na recuperação da indústria petrolífera da Venezuela. O secretário de Energia, Chris Wright, antecipou em conferência da Goldman Sachs, em Miami, que as empresas “estão preparadas para gastar bilhões” desde que a remoção de Nicolás Maduro, ocorrida no sábado, se mostre sustentável.

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Apesar do entusiasmo da Casa Branca, parte dos investidores demonstra cautela. David Byrns, gestor da American Century Investments — acionista relevante de Chevron e Exxon —, afirmou que aportes só avançarão com “estabilidade duradoura e condições fiscais claras” que blindem contra nova nacionalização de ativos, prática adotada pelo país em anos anteriores.

Participantes de reuniões fechadas, promovidas por Chevron e Conoco durante o evento em Miami, relataram à agência Reuters que ambas empresas evitam decisões “precipitadas”. Chevron mantém presença no território venezuelano, mas Exxon e Conoco deixaram o país há quase duas décadas e ainda cobram compensações bilionárias por expropriações.

Na sexta, Trump deve solicitar apoio direto das petroleiras para elevar a produção venezuelana. Além dos executivos norte-americanos, participarão representantes da espanhola Repsol e das tradings Vitol e Trafigura. A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, declarou que “o povo norte-americano, as empresas de energia e o povo venezuelano se beneficiarão enormemente” com os investimentos.

Embora a Venezuela detenha as maiores reservas de petróleo conhecidas, décadas de subinvestimento e sanções internacionais reduziram drasticamente a produção. Analistas apontam que a injeção de capital estrangeiro poderia reverter o declínio, mas o cronograma depende de garantias políticas e econômicas.

No encerramento da reunião, espera-se que o governo apresente um esboço de incentivos fiscais e de proteção jurídica para convencer acionistas reticentes. Até lá, as petroleiras dos EUA equilibram a perspectiva de lucros elevados com o receio de repetir perdas do passado.

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Crédito da imagem: Reuters/Nick Oxford

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