Protestos no Irã: governo bloqueia internet e confrontos crescem
Protestos no Irã: governo bloqueia internet e confrontos crescem na esteira de uma onda de manifestações que já deixou dezenas de mortos e expôs a fragilidade econômica do país, com inflação acima de 40% e o rial desvalorizado pela metade em um ano.
Protestos no Irã: governo bloqueia internet e confrontos crescem
O regime iraniano praticamente <strongdesligou a internet nesta sexta-feira (9) para dificultar a comunicação entre manifestantes e impedir o envio de imagens ao exterior. Ligações telefônicas internacionais falham desde a madrugada, e pelo menos 17 voos entre Dubai e cidades iranianas foram cancelados, segundo o site do aeroporto de Dubai.
Vídeos verificados mostram ônibus, carros e estações de metrô em chamas em Teerã, Rasht e outras localidades. Em pronunciamento televisivo, o aiatolá Ali Khamenei atribuiu a revolta a grupos opositores no exílio e aos Estados Unidos, prometendo “punição máxima” aos “vândalos”.
A organização de direitos humanos Hengaw relatou que policiais abriram fogo contra uma marcha pós-oração em Zahedan, capital da província de Sistão-Baluchistão, ferindo vários participantes. Já em Teerã, vídeos mostram centenas de pessoas gritando “Morte a Khamenei!”.
Embora inicialmente motivados pelos preços em alta, os atos agora incluem palavras de ordem pedindo o fim da República Islâmica. Exilados como Reza Pahlavi, filho do último xá, conclamaram a população a ocupar as ruas, enquanto Washington indicou não apoiar oficialmente a volta da monarquia.
Analistas apontam que a atual convulsão, apesar de não mobilizar todas as camadas sociais como em 2009, fragiliza o governo em meio ao desgaste provocado pela guerra do ano passado contra Israel e EUA. “O direito de protestar deve ser garantido”, declarou o governo alemão, ecoando a cobrança de entidades como a Human Rights Watch.

Imagem: Parisa Hafezi Reuters
O Judiciário iraniano prometeu julgamentos “sem leniência” para os detidos. Ainda assim, facções opositoras fragmentadas insistem em novas mobilizações e dizem contar com a atenção internacional.
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Crédito da imagem: Iranian state TV via AP















