Dom Gil renúncia: transição na Arquidiocese de Juiz de Fora
Dom Gil renúncia: transição na Arquidiocese de Juiz de Fora foi o tema central da coletiva concedida nesta quinta-feira (8) pelo agora Administrador Apostólico Dom Gil Antônio Moreira, na Cúria Metropolitana de Juiz de Fora. O prelado esclareceu os motivos que levaram à sua saída, confirmou a escolha do sucessor e enumerou ações marcantes de seu governo pastoral.
Renúncia segue norma canônica e abre espaço para sucessor
Dom Gil recordou que o Direito Canônico determina que bispos ofereçam a renúncia ao completarem 75 anos. Antecipando-se ao aniversário celebrado em outubro, ele apresentou a carta pessoalmente ao Papa Leão XIV em 1º de julho de 2025. A Santa Sé solicitou que permanecesse no cargo por mais seis meses, até a definição do novo arcebispo.
Dom Marco Aurélio Gubiotti é o novo arcebispo
O Pontífice nomeou Dom Marco Aurélio Gubiotti, de 62 anos, que servia na Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano. O indicado foi um dos nomes sugeridos pelo próprio Dom Gil, que o descreveu como “pastor próximo do povo, de sólida formação bíblica e catequética”. A posse está marcada para 7 de março de 2026; até lá, Dom Gil permanece como Administrador Apostólico, sem poder efetuar mudanças estruturais definitivas.
Legado de 16 anos: sínodos, missões e comunicação
Durante o encontro, Dom Gil destacou conquistas dos 16 anos à frente da Arquidiocese: realização de dois Sínodos Arquidiocesanos e de um Congresso Eucarístico, missões no Haiti e em Brumadinho, criação de sete paróquias e restauração da Catedral Metropolitana. No campo da comunicação, fundou a Web TV A Voz Católica e fortaleceu a Rádio Catedral. No total, ordenou 39 padres; outros quatro receberão a ordenação em 28 de fevereiro, na celebração dos 100 anos do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio.
Desafios para a próxima gestão
Segundo Dom Gil, caberá a Dom Marco Aurélio ampliar a Pastoral Universitária e manter o cuidado com os mais pobres. “A Igreja deve acompanhar as mudanças sociais sem perder sua essência evangélica”, reforçou. Até a posse, todos os conselhos e cargos criados na atual administração ficam suspensos e serão reavaliados pelo novo arcebispo.

Imagem: Felipe Couri
De acordo com o Vatican News, processos de transição desse tipo ocorrem regularmente em dioceses de todo o mundo para garantir continuidade pastoral.
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Crédito da imagem: Felipe Couri















