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Incêndio em bar na Suíça: vigília reúne centenas

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Incêndio em bar na Suíça: vigília reúne centenas

Incêndio em bar na Suíça: vigília reúne centenas marcou o domingo (7) em Crans-Montana, onde moradores e visitantes caminharam em silêncio para lembrar as 40 vítimas do fogo que consumiu o Le Constellation na madrugada de Ano-Novo.

Marcha silenciosa emociona cidade alpina

Centenas de pessoas deixaram a Chapelle Saint-Christophe após uma missa de uma hora e seguiram, sem falar, até a porta do bar totalmente coberto por tapumes brancos. No trajeto, lojistas mantiveram as portas fechadas, enquanto máquinas de neve lançavam flocos sobre o cortejo sob sol forte. Ao chegar ao destino, o grupo rompeu o silêncio com aplausos prolongados e depositou flores, bichos de pelúcia e bilhetes em um memorial improvisado.

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Jovens entre as principais vítimas

A polícia do cantão do Valais confirmou 40 mortos e 119 feridos, muitos com queimaduras graves. Vinte e quatro vítimas já foram identificadas: 18 suíços de 14 a 31 anos, dois italianos de 16, um ítalo-emiradense de 16, um romeno de 18, um francês de 39 e um turco de 18. Entre elas está Arthur Brodard, 16, cuja mãe, Laetitia, buscou notícias freneticamente até receber a confirmação por DNA.

Investigação aponta velas faiscantes

Segundo o Ministério Público regional, velas faiscantes instaladas em garrafas de champanhe podem ter atingido o teto, dando início ao fogo por volta de 1h30. Os gerentes do Le Constellation são investigados por homicídio culposo, lesão corporal e incêndio culposo. Autoridades analisam se o material acústico seguia normas e se extintores e rotas de fuga eram adequados.

Comoção e pedidos de segurança

Moradora local, Véronique Barras pediu união: “Somos todos irmãos em humanidade”. A italiana Paola Ponti Greppi, 80, cobrou inspeções: “Por que não houve checagem?”. Para a pediatra Cathy Premer, cuja filha de 17 anos escapou ilesa, a tragédia é “inexplicável, sobretudo para os jovens”.

Em nota, o presidente suíço Guy Parmelin decretou luto nacional para 9 de janeiro. Pacientes graves foram transferidos a hospitais da França, Alemanha, Itália e Bélgica, informou o Ministério da Saúde francês. Mais detalhes sobre o inquérito foram divulgados pela Associated Press, referência internacional em jornalismo investigativo.

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Crédito da imagem: Global News

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