China exige libertação de Maduro e critica EUA
China exige libertação de Maduro ao afirmar, em nota oficial, que os Estados Unidos devem soltar imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, capturados na véspera em operação sigilosa conduzida por Washington.
China exige libertação de Maduro e critica EUA
O Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que a detenção e deportação do casal violam o direito internacional e solicitou que a segurança pessoal de ambos seja garantida. Na avaliação de Pequim, a crise venezuelana precisa ser resolvida “por meio de diálogo e negociação”, sem interferência externa.
Maduro e Flores foram surpreendidos pela ação norte-americana, descrita por fontes ligadas ao governo dos EUA como “uma das mais complexas operações na memória recente”. Ensaios detalhados teriam sido realizados nos últimos meses antes da captura, concretizada na sexta-feira (3).
Após a operação, o ex-presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos “permanecerão na Venezuela” e deverão comandar o país até que ocorra uma transição política. A declaração ampliou as críticas internacionais sobre possível violação de soberania.
A posição chinesa soma-se a manifestações de outros governos que questionam a legalidade da intervenção. A agência Reuters lembra que Pequim é tradicional defensora do princípio de não intervenção em assuntos internos de outros Estados, postura que já motivou vetos chineses a sanções contra Caracas no Conselho de Segurança da ONU.
Especialistas em direito internacional observam que o pedido chinês pressiona Washington a apresentar bases legais para a detenção. “Sem respaldo de tratado ou decisão multilateral, a ação pode ser considerada arbitrária”, afirma a professora de Relações Internacionais Ana Santos, da Universidade Federal de Brasília.
Até o momento, o Departamento de Estado norte-americano não respondeu publicamente às críticas chinesas nem divulgou detalhes sobre o paradeiro de Maduro e Flores. Autoridades venezuelanas em Caracas classificaram a captura como “sequestro” e exigiram a imediata devolução do presidente ao país.

Imagem: Reuters
A crise aumenta a tensão regional e reacende debates sobre soberania, sanções e governança democrática na América Latina. Organizações de direitos humanos pedem acesso independente aos detidos para verificar condições de custódia.
No curto prazo, analistas preveem impacto direto na economia venezuelana e risco de novos fluxos migratórios. A expectativa é de que Washington enfrente pressão crescente para negociar, principalmente se aliados europeus aderirem ao apelo de Pequim por diálogo.
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Crédito da imagem: Getty Images Signature/Canva Pro















