Câncer de pele: Dezembro Laranja reforça prevenção em MG
Câncer de pele: Dezembro Laranja reforça prevenção em MG marca a chegada do verão com um alerta à população mineira: 27.579 diagnósticos da doença e 1.866 mortes foram registrados no estado entre 2022 e 2025, segundo o Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Câncer de pele: Dezembro Laranja reforça prevenção em MG
O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e, em Minas Gerais, concentrou 8.209 casos em 2022, 9.254 em 2023, 6.604 em 2024 e 3.512 até dezembro deste ano. Do total, 2.027 eram melanoma maligno, a forma mais agressiva, enquanto 25.552 correspondiam aos cânceres de pele não melanoma, que incluem o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas.
O médico Gil Patrus Mundim Pena, da Coordenação de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos não Transmissíveis e Câncer da SES-MG, explica que o melanoma pode causar metástase mesmo quando a lesão inicial é pequena. Já as formas não melanoma costumam surgir em áreas expostas ao sol, facilitando o diagnóstico precoce.
A mortalidade reforça a gravidade entre idosos: 92,6% dos óbitos ocorreram em pessoas com 50 anos ou mais, sendo 842 mortes na faixa acima de 80 anos. No recorte por tipo, foram 626 óbitos por melanoma e 1.240 pelos demais cânceres de pele.
Para reconhecer sinais suspeitos, profissionais utilizam a regra do ABCDE: Asimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro superior a seis milímetros e Evolução da lesão. Pintas ou feridas que sangram, mudam de cor ou não cicatrizam devem ser avaliadas rapidamente.
A prevenção continua sendo a principal arma. Especialistas recomendam evitar sol entre 10h e 16h, usar chapéus, roupas de manga longa, óculos escuros e aplicar protetor solar diariamente. Trabalhadores expostos ao sol precisam redobrar a proteção. Informações oficiais podem ser consultadas no Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Imagem: Internet
Em Minas, a SES-MG pretende intensificar ações de educação em saúde, estimulando consultas regulares para diagnóstico precoce e reduzindo complicações associadas à doença.
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Crédito da imagem: INCA















