EUA mudam tática contra Maduro e Brasil exige recuo
EUA mudam tática contra Maduro ao redirecionar suas Forças Armadas para a aplicação rigorosa de sanções econômicas e de uma quarentena naval sobre a Venezuela, segundo fonte do governo norte-americano ouvida pela Reuters nesta quarta-feira, 24.
EUA mudam tática contra Maduro e Brasil exige recuo
A orientação da Casa Branca, de acordo com o funcionário, suspende por ora a opção de uma intervenção direta, privilegiando o sufocamento financeiro do governo de Nicolás Maduro. A meta continua sendo a saída do presidente venezuelano, acusado pelos Estados Unidos de comandar um “cartel narco-terrorista”.
A estratégia prevê patrulhamento intensivo das rotas marítimas para bloquear combustível, insumos e recursos que possam fortalecer Caracas. O presidente Donald Trump, que vinha ameaçando invadir o país vizinho, ordenou que o foco se concentre “quase exclusivamente” na ofensiva econômica, mantendo, contudo, alternativas militares “sobre a mesa”.
Em Nova Iorque, o embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas, Sergio Danese, criticou o cerco norte-americano durante reunião do Conselho de Segurança. O diplomata classificou a operação como violação da Carta da ONU e pediu que a ação cesse “imediata e incondicionalmente”.
Danese afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dispõe a intermediar “um diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção” entre Washington e Caracas. Ele defendeu que instrumentos políticos e jurídicos sejam acionados antes de qualquer escalada militar, lembrando que a América do Sul “quer continuar sendo uma região de paz”.
Segundo o embaixador, um eventual conflito afetaria não apenas os países latino-americanos, mas teria repercussões globais. “Evitar uma guerra no continente é interesse de toda a comunidade internacional”, ressaltou.

Imagem: Reuters
O posicionamento brasileiro amplia a pressão diplomática num momento em que Washington busca apoio para endurecer sanções. Especialistas observam que a conjugação de bloqueio econômico e isolamento político tende a intensificar a crise humanitária venezuelana, tema que volta à pauta do Conselho de Segurança nas próximas semanas.
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Crédito da imagem: Reuters















