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Azul AZUL54 despenca 49% na estreia após oferta bilionária

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Azul AZUL54 despenca 49% na estreia após oferta bilionária

Azul AZUL54 despenca 49% na estreia após oferta bilionária marca o início da negociação do novo lote de 10 mil ações preferenciais da companhia, que viu o preço unitário recuar para R$ 0,40 no primeiro pregão na B3.

Azul AZUL54 despenca 49% na estreia após oferta bilionária

A Azul Linhas Aéreas iniciou nesta terça-feira (23) a negociação de seu novo ticker AZUL54, criado para representar lotes de 10 mil ações preferenciais (ex-AZUL4). O papel ficou em leilão durante toda a manhã com preço exibido de R$ 8.100, valor que corresponde ao lote completo. Quando o negócio enfim abriu, por volta das 12h30, o lote caiu para R$ 4.090, queda de 49%, o que coloca a ação individual na casa de R$ 0,40.

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A mudança faz parte da oferta pública primária que viabiliza a conversão de dívida em participação acionária, aprovada no plano de recuperação judicial (Chapter 11) nos Estados Unidos. Foram emitidos 723,9 bilhões de papéis de cada espécie:

  • Ações ordinárias (AZUL3): preço de R$ 0,00013527.
  • Ações preferenciais (AZUL4, agora AZUL54): preço de R$ 0,01014509.

Com isso, a captação soma R$ 7,44 bilhões, sendo R$ 7,34 bilhões em preferenciais e R$ 97,9 milhões em ordinárias.

Para os investidores atuais, o impacto é uma diluição expressiva. O Bradesco BBI, por exemplo, manteve recomendação de venda e preço-alvo equivalente a R$ 0,50 por ação — ou R$ 5.000 para o lote AZUL54. Ao transformar credores em sócios, a companhia reduz a exposição em dólar e fortalece sua estrutura de capital, passo considerado essencial para deixar o Chapter 11 no início de 2026.

As ações ordinárias oriundas da oferta passarão a ser negociadas em janeiro de 2026 sob o ticker AZUL53, com lotes de 1 milhão de ações. Paralelamente, o conselho de administração convocou assembleias para 12 de janeiro que votarão a conversão de todas as preferenciais em ordinárias, na proporção de 1 PN para 75 ON. Se aprovada, a Azul passará a ter apenas ações com direito a voto, eliminando a diferença de classes.

Casos semelhantes de capitalização já ocorreram no setor aéreo brasileiro. Em 2025, a Gol adotou estratégia parecida, emitindo trilhões de novas ações para equacionar o endividamento, conforme noticiou a agência Reuters.

Com as novas ações em circulação e a alteração do ticker, analistas seguem atentos à liquidez e à velocidade de execução do plano de reestruturação. A Azul, por sua vez, reforça que as medidas são decisivas para retomar o crescimento após um período de forte pressão financeira.

Para acompanhar os próximos capítulos da reestruturação da companhia e outras movimentações do mercado, acesse a nossa editoria de Empresas e continue informado.

Crédito da imagem: iStock/miglagoa

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