Atirador de Bondi Beach é indiciado por 15 homicídios
Atirador de Bondi Beach é indiciado por 15 homicídios em um total de 59 acusações que incluem ato terrorista e 40 tentativas de assassinato, informaram as autoridades australianas nesta quarta-feira (13).
Atirador de Bondi Beach é indiciado por 15 homicídios
Acusações formais e estado de saúde do suspeito
Naveed Akram, 24 anos, despertou de um coma em um hospital de Sydney e recebeu, por videoconferência, a lista de crimes atribuídos a ele: uma acusação de assassinato para cada uma das 15 vítimas fatais, 40 acusações de causar lesão com intenção de matar, além de uma de ato terrorista e outra por colocar explosivos perto de edifícios. Akram permanece sob custódia policial até que seu quadro clínico permita transferência para presídio. Seu pai, Sajid Akram, 50, foi morto pela polícia no local do ataque, ocorrido domingo (10), durante celebração de Chanucá na praia de Bondi.
Luto e primeiros funerais
Centenas de pessoas compareceram aos primeiros sepultamentos da comunidade judaica de Sydney. O rabino assistente Eli Schlanger, 41 anos, pai de cinco filhos e organizador do evento “Chanucá by the Sea”, foi o primeiro a ser velado. O rito, normalmente realizado em até 24 horas, foi adiado devido às autópsias. “Ele era caloroso e generoso, um de nós”, resumiu o fiel Dmitry Chlafma à saída do serviço fúnebre.
Investigação aponta inspiração no Estado Islâmico
A comissária federal Krissy Barrett afirmou que o massacre tem motivação terrorista ligada ao Estado Islâmico, grupo que, mesmo enfraquecido desde 2019, segue inspirando células e ataques solo em diversos países. A polícia australiana também apura viagem recente dos suspeitos às Filipinas, onde facções separatistas já declararam apoio ao EI, conforme relata a BBC.
Debate sobre armas e combate ao antissemitismo
Após críticas de líderes judeus sobre falhas de segurança, o primeiro-ministro Anthony Albanese prometeu “tolerância zero” ao antissemitismo e anunciou que pretende apertar a já rígida legislação de armas do país. Entre as propostas estão limitar a posse a cidadãos australianos e restringir o número de armamentos por pessoa — medida considerada a maior revisão desde o massacre de Port Arthur, em 1996.
Em meio à dor, muitos australianos buscaram formas de solidariedade: postos de doação de sangue formaram longas filas, nadadores realizaram um minuto de silêncio no mar ao amanhecer e a tradicional festa de Chanucá na praia deve retornar, “para mostrar que o povo judeu é inabalável”, afirmou o rabino Yehoram Ulman.
No Brasil, acompanhe outros desdobramentos sobre segurança pública na editoria Brasil do Minas Informa e fique informado.
Crédito da imagem: Global News















