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Garantias de segurança à Ucrânia avançam em negociações

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Garantias de segurança à Ucrânia avançam em negociações

Garantias de segurança à Ucrânia avançam em negociações após nova rodada de conversas em Berlim entre enviados dos Estados Unidos, autoridades europeias e o presidente Volodymyr Zelenskyy, informaram nesta segunda-feira fontes do governo americano.

Garantias de segurança à Ucrânia avançam em negociações

Os representantes de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, reduziram divergências sobre dois pontos críticos: a exigência de Kiev por salvaguardas legais comparáveis ao Artigo 5 da OTAN e a pressão de Moscou para que a Ucrânia ceda parte do Donbas. Washington concordou em oferecer garantias de defesa ainda não detalhadas, que poderão ser submetidas ao Senado dos EUA.

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Segundo as mesmas fontes, o acordo prevê uma força multinacional liderada pela União Europeia, apoiada pelos EUA, com atuação dentro da Ucrânia, apoio à reconstrução militar, defesa aérea e segurança marítima. O efetivo ucraniano seria limitado a 800 mil militares em tempo de paz.

Trump participou por telefone de um jantar com negociadores e líderes europeus e declarou que “estamos mais perto do que nunca” de um entendimento. Novas reuniões estão previstas para o fim de semana em Miami ou em outra cidade americana.

O chanceler alemão Friedrich Merz classificou o documento apresentado pelos EUA como “abrangente e sem precedentes”, ressaltando o compromisso conjunto de Europa e Estados Unidos. Já Zelenskyy considerou as discussões “substanciais”, mas reiterou que diferenças persistem sobre a integridade territorial.

Em paralelo, autoridades russas indicaram abertura para que a Ucrânia ingresse na União Europeia, mas mantêm a rejeição a tropas da OTAN em solo ucraniano e exigem a retirada de forças de Kiev das áreas de Donetsk sob seu controle. O Kremlin evita estipular prazos; porta-voz Dmitry Peskov afirmou que Vladimir Putin “está aberto a uma paz séria, não a manobras para ganhar tempo”.

Especialistas recordam que o Artigo 5 da OTAN, base das atuais discussões, estabelece defesa coletiva em caso de ataque a um membro. Detalhes sobre esse dispositivo podem ser conferidos no site da própria aliança em documento oficial da OTAN.

Com cerca de 90% do plano de paz já consensuado, as partes agora buscam resolver o impasse territorial antes de enviar qualquer texto ao Congresso norte-americano e aos parlamentos europeus.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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