Ucrânia desiste de entrar na OTAN e busca garantias
Ucrânia desiste de entrar na OTAN e tenta fechar acordos jurídicos de segurança com Estados Unidos, Europa e outros aliados como condição para avançar nas negociações de paz com a Rússia, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky em Berlim.
Ucrânia desiste de entrar na OTAN e busca garantias
Zelensky declarou que a adesão à aliança militar, antes inscrita na Constituição ucraniana, deixa de ser prioridade imediata. Em troca, Kiev quer compromissos equivalentes ao Artigo 5 da OTAN — cláusula que prevê defesa coletiva — oferecidos bilateralmente por Washington, capitais europeias, Canadá e Japão.
A guinada atende a uma exigência recorrente do Kremlin e marca mudança relevante na estratégia ucraniana, que via a filiação à aliança como principal escudo contra novas agressões. Apesar do recuo, Zelensky enfatizou que não pretende ceder território ocupado e insiste em garantias “juridicamente vinculativas” para evitar outra invasão.
Moscou, por sua vez, continua a pressionar para que a Ucrânia assuma neutralidade permanente, retire tropas das áreas do Donbas ainda controladas por Kiev e impeça a presença de qualquer força da OTAN em seu solo. O presidente russo, Vladimir Putin, também busca um documento das potências ocidentais que barre formalmente a expansão da aliança para o leste.
A nova posição de Kiev foi apresentada antes de reuniões com enviados norte-americanos, entre eles Steve Witkoff e Jared Kushner, indicados pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Zelensky, as partes analisam um plano de 20 pontos que pode levar a um cessar-fogo ao longo das linhas de frente atuais.
Paralelamente, chanceleres do Reino Unido, França e Alemanha trabalham para fortalecer as propostas dos EUA, incluindo o uso de ativos russos congelados para financiar o orçamento militar e civil ucraniano. O chanceler alemão Friedrich Merz recebe Zelensky e líderes europeus nesta segunda-feira na capital alemã.

Imagem: Reuters
Ao comentar os recentes ataques que deixaram centenas de milhares de pessoas sem eletricidade, Zelensky acusou Moscou de prolongar a guerra e “infligir o máximo de danos possível” à população civil.
Mais detalhes sobre a posição russa podem ser lidos na agência Reuters, reconhecida mundialmente pela cobertura internacional.
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Crédito da imagem: REUTERS/Fabrizio Bensch/Arquivo















