Presentes para idosos vão além de caixas, diz especialista
Presentes para idosos vão além de caixas, diz especialista são construídos com gestos concretos e políticas públicas, afirma o articulista José Anisio Pitico em texto publicado em 14/12/2025 e atualizado em 09/12/2025. Segundo ele, Juiz de Fora, assim como outras cidades brasileiras, já convive com um grande contingente de pessoas idosas, mas ainda não oferece condições adequadas de mobilidade, tempo social e escuta ativa para esse público.
Presentes para idosos vão além de caixas, diz especialista
Pitico alerta que o envelhecimento da população deixou de ser projeção para se tornar realidade e que o planejamento urbano precisa refletir essa mudança. O primeiro “presente” indispensável seria a mobilidade para idosos: calçadas niveladas, transporte acessível e trajetos seguros que permitam deslocamentos ao mercado, à unidade de saúde ou a uma caminhada matinal às margens do Rio Paraibuna.
Outro presente intangível destacado é o tempo social. Num ambiente urbano acelerado, sem sinalizações claras e sem faixas de pedestre adequadas, o idoso é empurrado às margens da vida comunitária. Uma cidade que respeita o ritmo de quem envelhece reinsere seus moradores mais velhos no centro do convívio.
A terceira oferta essencial é a escuta. Valorizar a memória e o repertório de quem viveu décadas na cidade fortalece a identidade coletiva e ajuda o poder público a planejar políticas mais justas. De acordo com o Guia da Organização Mundial da Saúde para cidades amigas do idoso, ouvir os mais velhos é passo fundamental para criar espaços inclusivos.
Além de rampas e bancos acessíveis, Pitico defende a expansão das “gentilezas urbanas”: sorrisos, paciência no atendimento e pequenas adaptações que transformam o cotidiano. “Há presentes que não cabem em caixas, mas cabem em gestos simples, que iluminam o dia-a-dia de todos nós”, resume o autor.

Imagem: Jose Anisio Pitico
Para o especialista, quando Juiz de Fora priorizar esses cuidados, “ela florescerá, e junto cada vida que nela caminha”. Ele finaliza propondo uma reflexão de Natal: oferecer presença, e não apenas objetos, às pessoas idosas.
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Crédito da imagem: Jose Anisio Pitico















