Dezembro Vermelho intensifica prevenção das ISTs em Minas
Dezembro Vermelho intensifica prevenção das ISTs em Minas ao mobilizar órgãos públicos e sociedade para ampliar o diagnóstico precoce e o cuidado com infecções como HIV, sífilis e hepatites B e C. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), é peça-chave nessa estratégia, responsável por analisar amostras enviadas pelo Sistema Único de Saúde.
Dezembro Vermelho intensifica prevenção das ISTs em Minas
De janeiro a novembro de 2025, a Funed processou mais de 42 mil coletas que englobam HIV, sífilis, hepatites B e C, clamídia e gonorreia. Segundo a referência técnica Patrícia Loures, além da testagem, a instituição padroniza fluxos, capacita equipes municipais e assegura a qualidade dos resultados, fortalecendo a vigilância epidemiológica em todo o estado.
As vias de transmissão dessas infecções são semelhantes. HIV e sífilis podem ser transmitidos por relação sexual sem preservativo, contato com sangue contaminado ou de mãe para filho durante gestação, parto ou amamentação. As hepatites B e C também ocorrem por relações desprotegidas e exposição a sangue infectado; a hepatite B, porém, apresenta maior capacidade de contágio e pode ser transmitida por fluidos corporais. Clamídia e gonorreia têm predominância sexual, com possibilidade de transmissão vertical durante o parto.
Medidas simples reduzem o risco: uso consistente de preservativos, testagem periódica e não compartilhamento de objetos perfurocortantes. Também é recomendável procurar estúdios regulamentados para tatuagens e piercings. O Ministério da Saúde mantém orientações atualizadas sobre prevenção em seu portal oficial, disponível em gov.br/saude.
Na rede estadual, preservativos são distribuídos gratuitamente, e os programas de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP) ampliam a prevenção. A PEP está acessível em 164 unidades hospitalares, entre elas o Hospital Eduardo de Menezes, referência em HIV, Aids e hepatites virais. Com a resolução Amplia PrEP, mais municípios da atenção primária passaram a oferecer o medicamento, que pode ser enviado pelos Correios após teleatendimento.

Imagem: Internet
A infectologista Virginia de Andrade destaca que o tratamento adequado permite qualidade de vida às pessoas que vivem com o vírus. Para Loures, educação em saúde continua sendo o melhor caminho para reduzir riscos e promover uma vida sexual mais segura.
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Crédito da imagem: Marina Morena / Funed















