Cruzeiro busca virada na semifinal da Copa do Brasil
Cruzeiro busca virada na semifinal da Copa do Brasil e encara o Corinthians neste domingo (14/12), às 18h, na Neo Química Arena, após derrota por 1 a 0 no Mineirão. Para avançar à decisão e enfrentar Vasco ou Fluminense, a equipe de Belo Horizonte precisa vencer por dois gols de diferença ou forçar os pênaltis com triunfo mínimo.
Virada como visitante: precedentes quase inexistentes
Desde a criação do torneio, em 1989, apenas um clube reverteu, fora de casa, um resultado negativo sofrido como mandante em uma semifinal. O feito pertence ao Santo André, em 2004. Na ocasião, o Ramalhão, dirigido por Péricles Chamusca, perdeu por 4 a 3 para o 15 de Novembro no Pacaembu e, duas semanas depois, venceu por 3 a 1 no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, garantindo lugar na final que culminaria no título sobre o Flamengo.
Situações semelhantes aconteceram, mas em fases anteriores. O Atlético superou o Fortaleza nas oitavas de 2006, e o América-RN eliminou o Fluminense na terceira fase de 2014, ambos atuando como visitantes no jogo decisivo. Entretanto, nenhum desses casos ocorreu em semifinal.
Histórico recente do Cruzeiro em reviravoltas
Embora seja o maior campeão da Copa do Brasil, com seis troféus, o Cruzeiro raramente precisou de viradas desse porte. A lembrança mais próxima vem da final de 1996, contra o Palmeiras: empate por 1 a 1 em Belo Horizonte e vitória celeste por 2 a 1, de virada, no antigo Parque Antártica. Em competições continentais, porém, o roteiro se inverteu: em 2011, caiu diante do Once Caldas, e em 2015 sucumbiu ao River Plate, ambos após vencer fora de casa.
Missão em São Paulo e números do confronto
O Corinthians, treinado por Mano Menezes, carrega a vantagem mínima do primeiro duelo e conta com retrospecto favorável em seus domínios. Para manter vivo o sonho de mais uma decisão, o técnico da Raposa, Paulo Pezzolano, aposta na eficiência ofensiva e na tradição do clube em mata-matas.
Segundo levantamento do portal ge.globo.com, apenas 14% dos times que perderam a primeira partida em casa conseguiram avançar em qualquer fase da Copa do Brasil, o que ressalta o tamanho do desafio celeste.

Imagem: Alexandre Guzanshe
No apito final, a Raposa terá de se inspirar no Santo André de 2004 para inscrever seu nome em uma das viradas mais improváveis do torneio.
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Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press















