Febre amarela: RS Patos de Minas capacita técnicos regionais
Febre amarela: RS Patos de Minas capacita técnicos regionais é o foco de um treinamento integrado que ocorre em 11 e 12/12 para reforçar a vigilância da doença em Patos de Minas e municípios vizinhos.
Alvo é fortalecer monitoramento e vacinação
A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Patos de Minas, com apoio da Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses e Controle Vetorial da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), promove o décimo treinamento regional do período epidemiológico 2025/2026. A capacitação reúne técnicos municipais de Vigilância Epidemiológica, Imunização, Endemias e Assistência, enfatizando a importância da notificação de mortes de primatas não humanos (PNH), investigação de casos humanos suspeitos, atualização vacinal e controle do mosquito vetor.
De acordo com Ramon Oliveira, médico-veterinário referência em febre amarela na SES-MG, a notificação imediata de epizootias é essencial. “Os primatas atuam como sentinelas; investigar cada morte evita a disseminação silenciosa do vírus”, destacou. As equipes são orientadas a coletar amostras dos PNH encontrados mortos e enviá-las para análise laboratorial na Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Cenário epidemiológico 2025/2026
No período 2025/2026, nove primatas foram encaminhados à Funed e nenhum caso de febre amarela foi confirmado. Há um caso humano suspeito em investigação após resultado laboratorial reagente. Essas informações reforçam a necessidade de ações coordenadas entre vigilância ambiental, imunização e assistência clínica.
Vacinação continua sendo a principal defesa
A cobertura vacinal recomendada permanece: primeira dose aos 9 meses, reforço aos 4 anos e dose única para pessoas de 5 a 59 anos sem registro prévio. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização é capaz de prevenir surtos e interromper a circulação viral.

Imagem: Internet
Com o encerramento desta capacitação, Adriana Álvares de Souza e Silva, referência em arboviroses da SRS, destacou que 2025 foi “produtivo e cheio de aprendizados”. Ela reforçou a necessidade de integração: “Precisamos ser mais proativos que o mosquito”.
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Crédito da imagem: Lilian Cunha















