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Citi corta recomendação da Auren (AURE3) e vê alta de 6%

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Citi corta recomendação da Auren (AURE3) e vê alta de 6%

Citi corta recomendação da Auren (AURE3) e vê alta de 6% Auren (AURE3) perdeu o status de “compra” e passou a “neutra” no relatório mais recente do Citi, que, mesmo elevando o preço-alvo de R$ 12 para R$ 13, enxerga potencial limitado de valorização de 6,5% em 12 meses.

Citi corta recomendação da Auren (AURE3) e vê alta de 6%

Rebaixamento e fundamentos

Os analistas João Pimentel e Felipe Lenza argumentam que o valuation da geradora ficou apertado após a forte alta de mais de 41% em 2025. Segundo eles, a empresa apresenta maior exposição a curtailments – interrupções na produção –, além de nível de alavancagem acima da média do setor.

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Reação do mercado

No pregão de 11 de dezembro, as ações iniciaram o dia em queda de 2,78%, a R$ 11,87. Contudo, a pressão vendedora perdeu força, e os papéis encerraram com ganho de 0,98%, cotados a R$ 12,33.

Axia Energia e Engie também na mira

O Citi revisou alvos de outras elétricas. Para Axia Energia (AXIA3), ex-Eletrobras, o preço-alvo subiu de R$ 51 para R$ 66, mantendo recomendação de compra e preferência setorial, o que implica potencial de 3,8%. Já para Engie Brasil (EGIE3), a projeção passou de R$ 30,71 para R$ 32, com visão neutra e upside de 5,6%.

Cenário de preços de energia

O relatório incorpora preços mais altos para 2026-2030 e eleva a estimativa de longo prazo para energia convencional de R$ 150/MWh para R$ 180/MWh. De acordo com os analistas, fatores estruturais como expansão da geração distribuída, maior intermitência do sistema e postura mais conservadora do Operador Nacional do Sistema contribuem para um prêmio de risco elevado. Mais detalhes sobre a política de operação podem ser conferidos no site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Perspectiva para curtailments

A dupla projeta que, até 2030, os cortes de produção atinjam 20% na geração eólica e 30% na solar, recuando para 15% e 25% após esse período. Tais níveis reforçam a cautela do banco em relação à Auren, cujos ativos renováveis estão mais expostos a esse tipo de limitação operacional.

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Crédito da imagem: iStock/maginima

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