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Contratações do Atlético: CEO fala em investir com cautela

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Contratações do Atlético: CEO fala em investir com cautela

Contratações do Atlético: CEO fala em investir com cautela marcam o discurso do novo executivo Pedro Daniel, que, ao ser apresentado nesta quarta-feira (10/12), avisou à torcida que grandes investimentos são “impossíveis” diante da dívida superior a R$ 1,3 bilhão.

Dívida bilionária limita ações no mercado

Comparando o poder de compra do clube com Flamengo e Palmeiras, Pedro Daniel ressaltou que o Galo não dispõe do mesmo fôlego financeiro. “Não adianta pensar em um nível de contratação igual ao deles; isso é impossível neste momento”, declarou.

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Em 2025, o Atlético desembolsou cerca de R$ 187 milhões em reforços e arrecadou aproximadamente R$ 200 milhões em vendas de atletas, sem contar luvas ou renovações. Mesmo assim, os juros da dívida continuam a comprometer o caixa alvinegro.

Eficiência e integração da base como saída

O executivo defende um elenco mais enxuto e eficiente, com maior integração entre categorias de base e profissionais. De acordo com ele, o Centro de Informações do Galo (CIGA) será fundamental para orientar investimentos e reduzir erros de contratação. “Nossa margem de erro é menor porque não faturamos R$ 2 ou 3 bilhões. Precisamos ser mais certeiros”, alertou.

Pedro Daniel evitou cravar o orçamento de 2026, explicando que o planejamento financeiro ainda está em revisão de fluxo de caixa. Entretanto, reforçou que qualquer reformulação passará por análises de dados e processos internos.

Mercado exige escolhas cirúrgicas

O dirigente citou o exemplo do atacante Júnior Santos, que custou caro e rendeu abaixo do esperado, para ilustrar a necessidade de decisões mais assertivas. Especialistas ouvidos pelo UOL Esporte apontam que clubes com dívidas altas tendem a optar por reforços de menor custo e maior potencial de revenda.

Em resumo, o Atlético deve manter a competitividade sem repetir gastos elevados. A torcida, segundo o CEO, precisa alinhar expectativas com a realidade financeira atual.

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Crédito da imagem: Leandro Couri/EM/DA.Press

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