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Negociações de paz na Ucrânia travam em exigências opostas

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Negociações de paz na Ucrânia travam em exigências opostas

Negociações de paz na Ucrânia enfrentam novo impasse após encontros paralelos em Moscou e na Flórida mediados pelos Estados Unidos, que tentam encerrar quase quatro anos de conflito.

Negociações de paz na Ucrânia travam em exigências opostas

O presidente norte-americano Donald Trump mobilizou seu enviado especial, Steve Witkoff, e o assessor Jared Kushner para uma maratona de cinco horas com Vladimir Putin em Moscou. Dias depois, a dupla reuniu-se com altos representantes ucranianos em Orlando, tentando alinhar uma proposta criticada por favorecer o Kremlin.

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No campo diplomático, as posições continuam distantes. Moscou exige que Kiev reconheça como parte da Rússia todas as áreas ocupadas nas quatro regiões leste, além da Crimeia, anexada em 2014. Quer ainda a retirada ucraniana de zonas ainda não tomadas, o abandono definitivo da candidatura à Otan, limites ao efetivo militar, status oficial para a língua russa e reconhecimento da Igreja Ortodoxa russa. Sem um acordo abrangente, o Kremlin recusa cessar-fogo.

Do outro lado, o presidente Volodymyr Zelenskyy admite suspender as hostilidades na atual linha de frente, mas rejeita ceder territórios ou renunciar à entrada na Otan. Kiev também exige garantias de segurança firmes de Estados Unidos e Europa para evitar novos avanços russos.

Enquanto Washington tenta conciliar os interesses, Putin elogiou “esforços válidos” de Trump, porém declarou “inaceitáveis” alguns trechos da proposta. Já Trump demonstrou irritação pública com Zelenskyy, afirmando que “a Rússia está de acordo, mas não sei se Zelenskyy está”. Autoridades ucranianas mantêm silêncio sobre detalhes do documento de paz.

Analistas ouvidos pela BBC avaliam que o prolongamento das conversas favorece o avanço militar russo, visto que as tropas de Moscou continuam conquistando terreno, ainda que lentamente.

A injeção de US$ 235 milhões anunciada pelo Canadá para ajudar Kiev a sustentar o esforço de guerra reforça o apoio ocidental, mas não altera, por ora, o núcleo das exigências rivais.

Com os dois lados irredutíveis, a próxima rodada de contatos diplomáticos, prevista para o fim do mês, deve indicar se o plano norte-americano ganhará tração ou se o conflito seguirá sem horizonte de fim.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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