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Estratégia de segurança dos EUA prevê apagamento na Europa

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Estratégia de segurança dos EUA prevê apagamento na Europa

Estratégia de segurança dos EUA prevê apagamento na Europa é o alerta central do novo documento divulgado pela Casa Branca, que descreve a estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos sob a administração do ex-presidente Donald Trump e critica duramente políticas europeias de migração, liberdade de expressão e defesa.

Análise severa dos aliados europeus

O texto, tornado público na sexta-feira, sustenta que a Europa vive risco de “apagamento civilizacional” em menos de 20 anos, resultado de baixa natalidade, fluxos migratórios, supressão de opositores políticos e perda de identidade nacional. Segundo o governo norte-americano, essas tendências colocam em dúvida a capacidade de vários países europeus manterem economias e forças armadas robustas o bastante para serem parceiros confiáveis de Washington.

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América Primeiro reforçada

A estratégia reafirma, em tom belicoso, a doutrina America First. O documento declara que a política externa deve priorizar “o que funciona para a América” e se distancia da linha adotada pela administração democrata anterior, que buscava revitalizar alianças tradicionais. O congressista democrata Jason Crow classificou a diretriz como “catastrófica” para a imagem dos EUA e perigosa para a segurança global.

Aproximação de Moscou e impasse na Ucrânia

Embora defenda o fim da guerra na Ucrânia como “interesse vital”, Washington sinaliza intenção de restaurar “estabilidade estratégica” com Moscou após anos de isolamento russo. A novidade contrasta com posições europeias que cobram linha mais dura contra o Kremlin.

Doutrina Monroe renovada na América Latina

No Hemisfério Ocidental, a Casa Branca apresenta o que chama de “Corolário Trump à Doutrina Monroe”. A meta é retomar a primazia norte-americana, intensificar operações contra tráfico de drogas e avaliar respostas militares, inclusive na Venezuela. Desde 2023, a Marinha já realizou ataques a embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.

Recalibragem no Oriente Médio e contenção da China

Em relação ao Oriente Médio, o documento rejeita “experimentos de imposição de reformas” e propõe apoiar mudanças que surjam “organicamente”, reforçando laços econômicos com monarquias do Golfo. Já na Ásia, o objetivo é manter vantagem militar sobre a China para evitar conflito envolvendo Taiwan, mas exige que aliados regionais aumentem gastos e participem mais da defesa coletiva.

De acordo com especialistas consultados pela BBC, o plano representa uma inflexão marcante na diplomacia norte-americana e pode tensionar ainda mais as relações transatlânticas.

Para entender os desdobramentos dessa mudança e seus impactos no cenário internacional, confira também análises recentes em nossa seção de Brasil. Acompanhe nossas publicações e mantenha-se informado sobre política externa.

Crédito da imagem: Global News/Associated Press

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