Práticas Integrativas em Ubá: seminário reforça equidade
Práticas Integrativas em Ubá: seminário reforça equidade foi o tema que mobilizou, nos dias 2 e 3 de novembro, cerca de 80 profissionais de saúde dos 31 municípios atendidos pela Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá, no auditório da Unifagoc. O encontro buscou fortalecer a promoção da saúde, ampliar o debate sobre equidade no Sistema Único de Saúde (SUS) e apresentar estratégias inovadoras para o cuidado integral.
Práticas Integrativas em Ubá: seminário reforça equidade
Referência técnica da área, Juliana Ribeiro lembrou que o SUS disponibiliza hoje 29 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), mas que, na rotina das unidades, a auriculoterapia ainda predomina. “Precisamos diversificar a oferta e incluir a perspectiva da equidade, acolhendo populações em situação de vulnerabilidade”, afirmou a integrante da Coordenação de Redes de Atenção à Saúde.
O primeiro dia foi dedicado a mesas de discussão sobre a incorporação das PICS na Atenção Primária à Saúde. Especialistas mostraram como saberes tradicionais podem dialogar com a ciência moderna, resultando em um atendimento mais humanizado. Também foram debatidas ações de combate ao racismo institucional e religioso e de valorização da população negra e da comunidade LGBT, enfatizando acesso e qualidade do cuidado.
No segundo dia, oficinas práticas de autocuidado, alimentação saudável e prevenção de doenças crônicas aproximaram os participantes das técnicas. Destaque para sessões de Tai Chi Chuan e Qigong conduzidas pelo educador físico Arthur Sousa, formado pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG). “Essas práticas integram corpo e mente e mostram que saúde vai além de medicamentos, especialmente para idosos”, explicou.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais reforça que iniciativas como essa seguem recomendações internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece as PICS como estratégias eficazes para a promoção do bem-estar.
Imagem: Internet
A GRS Ubá pretende replicar as oficinas nos municípios e ampliar a capacitação das equipes. “Queremos que cada unidade oferte mais terapias e garanta atendimento equitativo”, concluiu Juliana Ribeiro.
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Crédito da imagem: Divulgação GRS Ubá













