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Combate ao comércio clandestino de autopeças em Minas

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Combate ao comércio clandestino de autopeças em Minas

Combate ao comércio clandestino de autopeças em Minas mobilizou 120 agentes e 56 viaturas, resultando em 20 interdições durante a segunda edição da Operação Quebra-Cabeça, cujo balanço foi apresentado nesta quinta-feira (4/12) pelo vice-governador Mateus Simões.

Balanço aponta 20 interdições e R$35 milhões em perdas fiscais

A ação, realizada na quarta-feira (3/12) nos bairros Noroeste e Barreiro, em Belo Horizonte, fiscalizou 38 estabelecimentos especializados em peças usadas de veículos. De acordo com o relatório, dez empresas funcionavam sem licenciamento ambiental, expondo a população ao risco de contaminação por óleos, fluídos e metais pesados. Outras oito receberam intimações para regularizar débitos tributários.

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No campo fiscal, auditores da Receita Estadual mapearam máquinas de cartão ligadas a empresas, sócios ou terceiros para rastrear possíveis fraudes. O prejuízo estimado aos cofres mineiros nas duas fases da operação chega a R$35 milhões, volume que pode crescer devido à informalidade do setor, alertou o auditor Bruno Mendes.

Força-tarefa integra CET-MG, PCMG, PMMG e Secretaria da Fazenda

Cerca de 120 agentes da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), Polícia Civil, Polícia Militar e Receita Estadual participaram da ofensiva, que tem como base a Lei nº 12.977/2014, a Lei do Desmonte. O vice-governador reforçou que o Estado manterá o efetivo necessário para impedir a receptação de peças de origem criminosa.

Segundo o comandante do policiamento da capital, coronel Ralfe Veiga de Oliveira, ações conjuntas desde o início do ano já reduziram em 13% os furtos e roubos de veículos na capital no último bimestre. O chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito, Daniel Barcelos, destacou o mapeamento prévio de empresas suspeitas, o que ampliou a eficácia da fiscalização.

Digitalização eleva capacidade de fiscalização

O secretário-adjunto de Planejamento e Gestão, Rodrigo Matias, ressaltou que a digitalização de mais de 80% dos serviços de trânsito libera equipes para operações de campo, potencializando resultados como os obtidos na Quebra-Cabeça.

Esta foi a segunda edição da operação; a primeira, em maio de 2025, fiscalizou 11 lojas e interditou três. A continuidade das ações reflete a estratégia do governo de reduzir a criminalidade associada ao comércio clandestino de autopeças e proteger o consumidor mineiro.

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Crédito da imagem: Dirceu Aurélio / Imprensa MG

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