Operação Bomba Fantasma investiga fraude nos combustíveis
Operação Bomba Fantasma investiga fraude nos combustíveis no Sul de Minas, onde postos são suspeitos de sonegar R$ 45 milhões em impostos e vender combustível adulterado, segundo o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG).
Operação Bomba Fantasma investiga fraude nos combustíveis
Deflagrada nesta quarta-feira (3/12), a ação mobiliza três promotores de Justiça, 24 auditores fiscais, quatro delegados, 20 policiais militares, oito policiais civis e dois fiscais do Procon. Ao todo, dez mandados de busca e apreensão são cumpridos em Três Pontas, Boa Esperança, Varginha, São Lourenço, Lavras e Poços de Caldas.
Os alvos incluem postos de combustíveis, residências de empresários e a sede de uma transportadora que, segundo a investigação, teria se beneficiado do esquema de fraude fiscal. Os envolvidos podem responder por sonegação, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Levantamentos da Receita Estadual apontam que a rede adquiria combustível sem nota fiscal de entrada, ocultando a operação e evitando o recolhimento do ICMS. A prática, além de reduzir artificialmente os custos, permitia ocultar a procedência do produto, ocasionando sucessivas autuações por venda de combustível adulterado, com ênfase no uso de metanol.
A fiscalização identificou ainda a emissão de notas fiscais eletrônicas incompatíveis com o volume efetivamente negociado. O objetivo seria transferir créditos de ICMS a transportadoras parceiras, favorecendo-as de maneira irregular. O volume de óleo diesel supostamente revendido excede tanto as quantidades compradas quanto a capacidade de armazenamento dos postos.
De acordo com o Cira-MG, parte dos estabelecimentos teria sido registrada em nome de um laranja para esconder o verdadeiro proprietário e dificultar a responsabilização criminal. A operação integra força-tarefa contínua para coibir fraudes no setor de combustíveis, desenvolvida em parceria com a Receita Estadual, Ministério Público e forças policiais. Dados oficiais sobre a ação podem ser conferidos no portal do Ministério Público de Minas Gerais.

Imagem: Internet
O Cira-MG reforça que novas diligências não estão descartadas e que eventuais bloqueios de bens podem ser solicitados para garantir o ressarcimento ao erário. Consumidores que suspeitarem de irregularidades devem denunciar, informando endereço do posto e nota fiscal, para ampliar a efetividade das apurações.
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Crédito da imagem: Cira-MG / Divulgação















