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Canadá adere à SAFE da UE e amplia mercado de defesa

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Canadá adere à SAFE da UE e amplia mercado de defesa

Canadá adere à SAFE da UE e amplia mercado de defesa. O governo do primeiro-ministro Mark Carney confirmou, nesta segunda-feira (data conforme artigo original), a entrada do país na iniciativa Security Action for Europe (SAFE), programa de rearmamento de 150 bilhões de euros criado pela União Europeia para fortalecer suas capacidades militares até 2030.

Canadá adere à SAFE da UE e amplia mercado de defesa

De acordo com comunicado oficial, a participação canadense “preencherá lacunas de capacidade, expandirá mercados para fornecedores locais e atrairá investimentos europeus para o setor de defesa do Canadá”. A SAFE foi anunciada este ano como parte da estratégia do bloco para garantir autonomia diante de uma eventual agressão russa e da incerteza sobre a proteção dos Estados Unidos.

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Com o novo status, empresas canadenses ganham acesso preferencial a licitações, projetos de pesquisa e cadeias de suprimento militares em todo o mercado europeu, estimado em centenas de contratos bilionários. Em contrapartida, Bruxelas espera receber tecnologia e insumos estratégicos produzidos por fabricantes sediados em províncias como Ontário e Quebec.

Analistas veem a decisão como um passo inédito de integração transatlântica na área de defesa. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, citado em relatório recente, a convergência regulatória entre Canadá e União Europeia pode acelerar a padronização de equipamentos, reduzir custos e aumentar a interoperabilidade das forças armadas aliadas.

O acordo também deve repercutir na política industrial canadense. Ottawa projeta a criação de empregos qualificados e a captação de capital estrangeiro direto, à medida que conglomerados europeus buscam parcerias locais para atender às exigências de conteúdo nacional previstas na SAFE.

Para especialistas em segurança, como destaca o Conselho da União Europeia, o fundo europeu representa a maior mobilização de recursos militares desde o fim da Guerra Fria e sinaliza a intenção de tornar o bloco menos dependente da OTAN.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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