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Radiação solar afeta aeronaves: entenda riscos e recall

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Radiação solar afeta aeronaves: entenda riscos e recall

Radiação solar afeta aeronaves: entenda riscos e recall — A pressão das partículas emitidas pelo Sol levou a Airbus a anunciar o maior recall de sua história, envolvendo diversos modelos comerciais após falhas de software atribuídas ao bombardeio de radiação em grandes altitudes.

Radiação solar afeta aeronaves: entenda riscos e recall

Por que a radiação do Sol compromete sistemas de voo?

A radiação solar reúne luz visível, ultravioleta, infravermelho, micro-ondas e partículas energéticas como prótons e elétrons. Em voos de cruzeiro, aeronaves navegam acima de 10 mil metros, onde a atmosfera é mais tênue e o “escudo” que filtra essas partículas torna-se menos eficaz. O resultado é um fluxo maior de energia capaz de alterar componentes eletrônicos e corromper dados críticos de navegação.

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Falhas que levaram ao recall global da Airbus

Fontes do setor confirmam que um incidente em 30 de outubro desencadeou a mobilização: um voo da JetBlue entre Cancún (México) e Newark (EUA) despencou repentinamente após o profundor deixar de receber comandos corretos. Vários passageiros ficaram feridos e a tripulação desviou para um pouso de emergência em Tampa, Flórida. A investigação apontou danos a rotinas de controle de voo, atribuídos à intensa radiação solar.

No comunicado posterior, a Airbus admitiu que as partículas solares alteraram parâmetros de hardware responsáveis por repassar instruções do cockpit ao software de bordo. Quando circuitos sofrem interferência, sinais podem ser corrompidos, levando a bloqueios temporários ou permanentes. O recall prevê atualização de componentes eletrônicos e reprogramação dos sistemas de controle.

Como a energia solar interfere em hardware e software?

Componentes semicondutores presentes em computadores de bordo armazenam dados em cargas elétricas extremamente pequenas. A colisão de uma única partícula de alta energia — fenômeno chamado single event upset — já basta para inverter um bit e alterar instruções. Se isso ocorre no profundor ou nos ailerons, o avião pode perder estabilidade, como se verificou no caso JetBlue.

Embora a atmosfera terrestre bloqueie boa parte dos raios X e gama, a incidência de radiação aumenta com a altitude. Em eventos como Ejeções de Massa Coronal, nuvens de plasma se expandem pelo espaço e intensificam o risco de falhas eletrônicas em aeronaves, satélites e até redes elétricas em solo.

Medidas de prevenção e próximos passos

Fabricantes adotam blindagem, redundância de circuitos e protocolos de software para reiniciar sistemas afetados, mas a Airbus decidiu revisar unidades já entregues após a falha demonstrar risco operacional. As inspeções devem ocorrer nas próximas semanas, minimizando atrasos na malha aérea global.

Para saber mais sobre segurança no transporte aéreo e outros temas de interesse público, acompanhe nossa cobertura em nossa editoria Brasil e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: muratart/Shutterstock

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