Pico de produção da Petrobras vai até 2034, diz CEO
Pico de produção da Petrobras vai até 2034 após revisão do plano de investimentos 2026-2030, anunciou a presidente Magda Chambriard. A estatal prevê manter entre 2,6 e 2,7 milhões de barris por dia (bpd) durante seis anos, estendendo em dois anos o patamar antes projetado.
Nova projeção eleva horizonte do pré-sal
Em coletiva nesta sexta-feira (28), Chambriard destacou que o crescimento operacional continuará até 2027, quando o volume de 2,7 milhões de bpd deve ser atingido. A partir daí, o platô de produção se estende até 2034, diferindo do plano anterior, que encerrava o pico em 2032.
O avanço será suportado pela entrada de oito novos sistemas de produção até 2030, sete deles já contratados, sobretudo no campo de Búzios, na Bacia de Santos. A companhia ainda atua para elevar o fator de recuperação dos poços atuais, reforçando a eficiência do pré-sal.
Investimentos de US$109 bi priorizam disciplina de capital
O conselho aprovou US$109 bilhões em desembolsos para 2026-2030, 1,8 % abaixo do ciclo 2025-2029. Segundo a executiva, a retração reflete a necessidade de maior disciplina financeira diante da expectativa de Brent a US$63 em 2026, contra US$77 projetados antes.
Do total, US$91 bilhões estão em projetos já em implantação; outros US$18 bilhões dependem de estudos. Caso as cotações recuem além do previsto, o valor em implantação pode cair para US$81 bilhões, graças a um novo mecanismo de segurança de financiabilidade.
Os aportes na Margem Equatorial também foram ajustados para US$2,5 bilhões, frente a US$3 bilhões do programa anterior. Alguns poços da área — que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá — passaram à fase de avaliação, enquanto a campanha exploratória na Bacia da Foz do Amazonas prossegue.

Imagem: Reuters
Cenário global coloca pressão nos preços
Ao comentar o risco de preços mais baixos, Chambriard ressaltou que parte dos investimentos seguirá condicionada ao mercado internacional de petróleo. Análises recentes da Reuters indicam um ambiente de volatilidade prolongada, reforçando a cautela da estatal.
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Crédito da imagem: Ricardo Moraes/Reuters















