Incêndio em Hong Kong choca canadenses e mata 44
Incêndio em Hong Kong choca canadenses e mata 44 deixou centenas de famílias em luto e provocou apreensão entre os cerca de 300 mil cidadãos canadenses que vivem no território, segundo o governo canadense.
Fogo atingiu sete torres residenciais
O fogo começou na tarde de quarta-feira, 26 de novembro de 2025, em andaimes de bambu de um prédio de 32 andares no conjunto Wang Fuk Court, distrito de Tai Po, e se espalhou rapidamente por outras seis torres devido aos ventos fortes. O Corpo de Bombeiros local elevou o incidente ao nível 5, o mais alto da escala, descrevendo condições “extremamente desafiadoras” para o resgate.
Pelo menos 44 pessoas morreram e cerca de 280 continuam desaparecidas. Centenas de moradores foram evacuados. Três homens foram presos por suspeita de homicídio culposo, enquanto o governo de Hong Kong anunciou uma investigação abrangente para apurar responsabilidades.
Comunidade canadense manifesta preocupação
O ex-deputado de Hong Kong e residente em Vancouver, Albert Wai Yip Chan, afirmou que a falta de sprinklers em edifícios altos sempre foi motivo de alerta. “Se a política de gestão predial não melhorar, tragédias como esta vão se repetir”, advertiu.
Em Coquitlam, na Colúmbia Britânica, o ex-banqueiro Aiken Lau disse ter revivido o trauma do incêndio no edifício Garley, em 1996, que matou 41 pessoas. “Embora eu esteja fora de Hong Kong há mais de 20 anos, dói ver tantos sofrendo de novo”, lamentou.
Chak Au, deputado federal pelo distrito de Richmond Centre, acrescentou que seu filho é bombeiro em Richmond e que o local do desastre fica “a poucas paradas” de seu antigo emprego na Universidade Chinesa de Hong Kong. “Meus pêsames às famílias e ao bombeiro que morreu em serviço”, declarou.

Imagem: No Shen The Canadian Pr
Risco histórico de grandes incêndios
Dados preliminares sugerem que este pode ser o pior incêndio desde 1962, quando chamas em Sham Shui Po vitimaram 44 pessoas e deixaram centenas desabrigadas. Para Chan, a repetição do número de mortes de 1962 “é devastadora” e reforça a necessidade de revisão de normas de segurança.
No momento, as equipes de resgate enfrentam altas temperaturas internas e queda de detritos. As autoridades locais afirmam que a situação “está gradualmente sob controle”, mas o número de vítimas pode aumentar enquanto as buscas continuam.
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Crédito da imagem: AP Photo/Chan Long Hei















