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Corte de juros em janeiro ganha força após Focus

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Corte de juros em janeiro ganha força após Focus

Corte de juros em janeiro ganha força após Focus é a principal conclusão da analista Larissa Quaresma, da Empiricus Research, depois que o Boletim Focus de 17 de novembro de 2025 reduziu a projeção de inflação para 2025 a 4,46%, dentro do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

Corte de juros em janeiro ganha força após Focus

Em entrevista ao programa Giro do Mercado, Quaresma destacou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro surpreendeu para baixo, com núcleos também em desaceleração. “A surpresa baixista explica a nova rodada de revisões no Focus e reforça a expectativa de início da flexibilização monetária já em janeiro de 2026”, afirmou.

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De acordo com a analista, o próprio Banco Central reconhece o arrefecimento da inflação e projeta o indicador dentro da meta no horizonte relevante. Com a tendência de juros menores, Quaresma mantém um cenário de pouso suave para a economia: “Mesmo com a atividade perdendo fôlego, permanecer em terreno positivo tende a favorecer os lucros corporativos”, explicou.

O Produto Interno Bruto (medido pelo IBC-Br) recuou 0,2% em setembro e 0,9% no terceiro trimestre, números que confirmam a desaceleração em ambiente de juros elevados. Ainda assim, a especialista vê espaço para um desempenho melhor da Bolsa de Valores diante da perspectiva de cortes na Selic.

No front corporativo, a temporada de balanços do 3T25 mostrou forte dispersão de resultados. No setor de saúde, Rede D’Or (RDOR3) se destacou positivamente, enquanto Hapvida (HAPV3) chegou a tombar mais de 40% em um único dia. Entre as instituições financeiras, BTG Pactual (BPAC11) voltou a surpreender, ao passo que Banco do Brasil (BBAS3) decepcionou investidores.

Quaresma também comentou o prejuízo de R$ 1 bilhão da Cosan (CSAN3). Segundo ela, o resultado “ficou velho” porque não contempla o aumento de capital de R$ 10,5 bilhões concluído em novembro, evento decisivo para a reestruturação financeira do grupo.

Por fim, o programa abordou a mudança na política tarifária dos Estados Unidos em relação ao Brasil e a repercussão dos mercados globais, temas que devem continuar no radar dos investidores nas próximas semanas.

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Crédito da imagem: Money Times

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