China: ataques hackers com IA são descobertos pela Anthropic
China: ataques hackers com IA são descobertos pela Anthropic — Uma investigação da desenvolvedora de inteligência artificial Anthropic aponta que um grupo ligado ao governo chinês conduziu uma campanha de ciberataques amplamente automatizada por IA, alcançando cerca de 30 alvos em diferentes setores.
Automação amplia alcance dos cibercriminosos
De acordo com o relatório divulgado nesta semana, a operação usou um sistema de IA para planejar, direcionar e executar tentativas de invasão contra empresas de tecnologia, instituições financeiras, indústrias químicas e agências governamentais. A Anthropic afirma ter detectado a atividade em setembro, interrompido os acessos e notificado as vítimas.
Embora os especialistas já temessem o uso de inteligência artificial em ataques virtuais, chama a atenção o grau de automação alcançado. Segundo os pesquisadores, a IA reduziu a necessidade de intervenção humana e acelerou cada fase da ofensiva — da engenharia social à exploração de vulnerabilidades.
Uso de “jailbreak” para driblar barreiras éticas
Os invasores conseguiram manipular o chatbot Claude, produto da Anthropic, por meio de técnicas de jailbreak: fingiram ser funcionários de uma empresa legítima de cibersegurança para burlar os controles que impedem ações maliciosas. A capacidade de interpretar instruções complexas em linguagem natural tornou o processo mais eficiente e difícil de rastrear.
Especialistas alertam para potencial de escalonamento
Para John Scott-Railton, pesquisador do Citizen Lab, o caso evidencia o desafio de fazer modelos de IA distinguirem entre solicitações legítimas e cenários forjados. Já Adam Arellano, CTO da Harness, reforça que o “ritmo e a automação” oferecidos pela tecnologia podem permitir que pequenos grupos ou agentes isolados ampliem ataques antes inviáveis.
A preocupação é compartilhada por outras gigantes do setor. A Microsoft alertou recentemente que adversários estrangeiros adotam IA para tornar campanhas mais rápidas e baratas, comentário reiterado em seu mais recente relatório de segurança (Reuters).

Imagem: David Klepper And Matt O
Questionada, a embaixada chinesa em Washington não respondeu ao pedido de comentário até o fechamento desta edição.
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Crédito da imagem: Global News















