Cosan registra prejuízo de R$ 1,1 bi no 3º trimestre
Cosan registra prejuízo de R$ 1,1 bi no 3º trimestre, revertendo o lucro de R$ 293 milhões apurado um ano antes, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (14).
Cosan registra prejuízo de R$ 1,1 bi no 3º trimestre
A holding atribuiu o resultado negativo, em grande parte, à equivalência patrimonial, que ficou negativa em R$ 482 milhões. No mesmo período de 2024, essa linha havia contribuído positivamente, o que explica a virada de aproximadamente R$ 1,4 bilhão no comparativo anual.
No documento, a companhia detalha que a menor participação do segmento EAB (etanol, açúcar e bioenergia) da Raízen impactou o desempenho, reflexo da queda nos volumes vendidos e do impairment de ativos reclassificados para “disponíveis para venda”. A saída da participação na Vale (VALE3) também pesou nos números.
As despesas gerais e administrativas recuaram de R$ 128 milhões para R$ 67 milhões, movimento ligado à menor despesa com o programa de remuneração de longo prazo, acompanhando a desvalorização das ações.
Mesmo com o corte de custos, o resultado financeiro deteriorou-se: foi negativo em R$ 858 milhões, ante R$ 521 milhões um ano antes, efeito da alta dos juros. A dívida líquida somou R$ 18,1 bilhões, abaixo dos R$ 21,7 bilhões de 2024, mas a alavancagem subiu de 2,5x para 3,7x, puxada pela queda do Ebitda das controladas.
A Raízen manteve-se como maior peso no consolidado. O Ebitda da sucroalcooleira caiu 14 %, para R$ 3,3 bilhões, devido à menor diluição de custos, à redução de volumes e ao cenário mais fraco na distribuição de combustíveis na Argentina.

Imagem: Vitor Azevedo
Analistas ouvidos pela agência Reuters destacam que a combinação de margens menores e juros elevados deve manter a pressão sobre o caixa da Cosan no curto prazo.
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Crédito da imagem: Cosan/Divulgação















