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Ameaça russa exige mobilização de todos os canadenses

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Ameaça russa exige mobilização de todos os canadenses

Ameaça russa exige mobilização de todos os canadenses é o alerta do embaixador da Letônia no Canadá, Kaspars Ozoliņš, que destaca a necessidade de um esforço conjunto entre governo, empresas e sociedade civil para enfrentar riscos crescentes de Moscou.

Ameaça russa exige mobilização de todos os canadenses

Em entrevista concedida em Vancouver, Ozoliņš afirmou que países hostis não dependem mais apenas de fronteiras físicas para atacar. Segundo ele, ciberataques, campanhas de desinformação e sabotagem de infraestrutura crítica tornaram-se armas comuns, exigindo resposta coordenada de todos os setores.

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O diplomata elogiou os avanços de Ottawa, que destinará CA$ 82 bilhões em cinco anos para modernizar as Forças Armadas, incluindo CA$ 2,7 bilhões para estender até 2029 a Operação Reassurance — maior missão militar canadense no exterior, estacionada na Letônia desde 2017. O plano prevê o envio de 2.200 militares canadenses até 2026, possivelmente antes do prazo.

Apesar do apoio, Ozoliņš quer que o Canadá integre o comando divisionário multinacional ao lado de Letônia e Dinamarca, passo que agilizaria decisões táticas na fronteira com a Rússia. “Precisamos de um Framework Nation que lidere toda a divisão, não apenas a brigada”, ressaltou.

A Letônia projeta investir 4,9% do PIB em defesa no próximo ano, mais que o dobro do índice que Ottawa espera atingir. Metade desses recursos será aplicada em aquisições militares e no reforço das fronteiras com Rússia e Belarus. Para o embaixador, a guerra na Ucrânia e incursões de drones russos em espaço aéreo da OTAN deixaram claro que a dissuasão deve ser coletiva.

O governo canadense também reservou mais de CA$ 10 bilhões para modernizar sistemas de ciberdefesa e destinou CA$ 28 milhões, nos próximos dois anos, à atualização da estratégia nacional de cibersegurança, que prevê parceria com setor privado, academia, povos indígenas e aliados internacionais. Detalhes dessa política podem ser verificados no site oficial da OTAN.

Para Ozoliņš, porém, orçamento não basta. Ele defende que resiliência social seja tema permanente em escolas, universidades e empresas. Pesquisas recentes no Canadá mostram apoio crescente a investimentos militares, ainda que questões de custo de vida dominem a agenda pública. “Se esperarmos a ameaça chegar, será tarde demais”, adverte.

No Brasil, debates sobre defesa cibernética também ganham força. Para acompanhar análises nacionais sobre segurança e políticas públicas, visite nossa editoria de Brasil e continue bem-informado.

Crédito da imagem: Global News

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