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Documentos de Epstein: Congresso dos EUA divulga 23 mil

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Documentos de Epstein: Congresso dos EUA divulga 23 mil

Documentos de Epstein: Congresso dos EUA divulga 23 mil correspondências foram tornadas públicas pelo Comitê da Câmara norte-americana nesta quarta-feira, detalhando ligações do financista Jeffrey Epstein com figuras de alto escalão e jornalistas.

Documentos de Epstein: Congresso dos EUA divulga 23 mil

Os novos arquivos, disponibilizados por parlamentares republicanos, incluem e-mails trocados entre Epstein, condenado por crimes sexuais, e nomes influentes como o ex-presidente Donald Trump, o ex-mandatário Bill Clinton e Andrew Mountbatten Windsor, antes príncipe Andrew. A liberação veio após democratas divulgarem apenas três mensagens que citavam Trump, o que levou a oposição a acusar “narrativa seletiva” e despejar o conjunto completo de 23 mil documentos.

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Menções a Trump e Mar-a-Lago

Nas trocas de 2019 com o escritor Michael Wolff, Epstein alegou que Virginia Giuffre, uma de suas principais acusadoras, conheceu-o enquanto trabalhava no spa do clube Mar-a-Lago, de Trump, em Palm Beach. Em outro trecho, Epstein escreveu que Trump “sabia das meninas”, embora o então presidente afirme ter banido o financista do resort “por comportamento inadequado”. Giuffre, que morreu por suicídio em abril, sempre declarou que encontrou Trump apenas uma vez e que ele não a abusou.

Andrew Mountbatten Windsor e Clinton em foco

E-mails mostram Epstein sugerindo respostas à imprensa sobre denúncias de Giuffre contra Andrew. Num deles, ele minimiza uma foto do ex-príncipe com a jovem. Em outra mensagem, o financista nega que Clinton tenha estado em sua ilha no Caribe, embora reconheça que o ex-presidente voou em seu jato particular. Clinton, por meio de porta-voz, diz desconhecer os crimes de Epstein e não é acusado por vítimas.

Relações com jornalistas

O material revela que Epstein cultivava contatos com repórteres, oferecendo análises sobre mercado financeiro e bastidores políticos. Ele também se prontificava a intermediar entrevistas com bilionários e negava repetidamente as acusações de tráfico sexual.

Próximos passos no Congresso

Com todas as assinaturas necessárias, a Câmara dos EUA marcará na próxima semana uma votação para exigir que o Departamento de Justiça libere integralmente os chamados “Epstein files”. Segundo o presidente da Casa, Mike Johnson, o objetivo é “garantir transparência total”.

Em meio à repercussão, a imprensa internacional, como a BBC, destaca a pressão bipartidária por respostas sobre a rede de exploração sexual mantida por Epstein.

Quer entender mais sobre investigações de alto impacto? Visite nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.

Crédito da imagem: U.S. Second Circuit Court of Appeals

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