Privatização da Copasa: Zema vê longo caminho pela frente
Privatização da Copasa: Zema vê longo caminho pela frente foi a mensagem do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao admitir que ainda não há prazo definido para concluir o processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (CSMG3).
Privatização da Copasa: Zema vê longo caminho pela frente
Falando nesta quinta-feira (6) na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Zema destacou que a Assembleia Legislativa mineira aprovou, na véspera, uma emenda à Constituição estadual que elimina a exigência de referendo popular para autorizar a privatização da Copasa. O avanço legislativo, segundo ele, “facilita, mas não encerra” o processo.
Também na quarta-feira (5), o governo estadual enviou à companhia recomendação formal para contratar assessoria especializada que conduza os estudos técnicos da operação. “Sabemos que temos um percurso extenso, mas a alienação acionária trará melhoria de qualidade e ampliação da cobertura de serviços, sem aumento de tarifa — apenas correção inflacionária”, afirmou o governador.
Zema lembrou que a Copasa registrou investimentos recordes nos últimos anos e prevê que, sob controle privado, esse ritmo seja acelerado por meio de metas contratuais. O próximo passo institucional será o envio de um projeto de lei específico sobre a venda da estatal à Assembleia mineira.
No mercado, as declarações do governador tiveram efeito limitado. Por volta das 13h26, as ações CSMG3 recuavam 0,08%, cotadas a R$ 38,23 na B3. Analistas acompanham a tramitação política antes de precificar cenários mais definitivos.
De acordo com a agência Reuters, a desestatização de empresas de saneamento tem ganhado força no Brasil desde a aprovação do novo marco do setor, que estimula investimentos privados para universalizar água e esgoto até 2033.

Imagem: Liliane de Lima
Para detalhar as etapas restantes, o governo mineiro pretende realizar audiências públicas e debates técnicos nas próximas semanas. Zema reiterou que “quem assumir a empresa precisará cumprir metas rígidas” e que não há “espírito arrecadatório”, mas sim foco em “eficiência e melhor serviço ao cidadão”.
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Crédito da imagem: Copasa/YouTube















