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Ato em Juiz de Fora protesta contra moção de aplausos

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Ato em Juiz de Fora protesta contra moção de aplausos

Ato em Juiz de Fora protesta contra moção de aplausos levou dezenas de manifestantes, mesmo sob chuva, ao Calçadão da Rua Halfeld na noite de sexta-feira (31/10) para condenar a homenagem da Câmara Municipal às forças de segurança do Rio de Janeiro envolvidas na operação Contenção, que deixou mais de cem mortos nos complexos do Alemão e da Penha.

Ato em Juiz de Fora protesta contra moção de aplausos

A Câmara aprovou a moção na sessão de terça-feira (28), poucas horas após a ação policial. A proposição, apresentada pela vereadora Roberta Lopes (PL), descreveu a operação como “primorosa” e tratou as mortes como “eliminação de criminosos”. No mesmo dia, o Legislativo local também aprovou moção de pesar pelas quatro baixas entre policiais.

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Para os movimentos sociais, o gesto institucional ignorou a gravidade do episódio. O militante do Movimento Negro Unificado (MNU) Marcony Coutinho, 36 anos, classificou a operação como “massacre” e criticou a postura do parlamento municipal: “Estou incrédulo por chamarem de faxina. Quem comete crime deve responder na Justiça, não ser executado”.

A professora Victoria Mello, integrante do PSTU, reforçou o repúdio. “Foi uma operação irresponsável que atingiu principalmente o povo pobre e preto. A moção é repugnante. A Câmara foi eleita por essa mesma população que vive nas periferias e sofre com a violência”, afirmou.

Em nível nacional, o episódio ganhou atenção. Na quarta-feira (29), a Comissão de Direitos Humanos do Senado anunciou investigação sobre planejamento e impactos da operação. Em entrevista à Rádio Senado, a presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos), questionou se houve proteção a crianças e escolas durante a incursão e classificou o saldo de mortes como “baixa de guerra”. O pronunciamento está disponível no site oficial do Senado Federal (www12.senado.leg.br).

Os organizadores do ato em Juiz de Fora prometem manter a mobilização e articular atividades com coletivos negros de outras cidades para pressionar autoridades estaduais e federais por apuração independente das mais de cem mortes e pela revisão da moção de aplausos.

Para acompanhar mais desdobramentos sobre esse protesto e outras pautas nacionais, visite a editoria Brasil e siga informado.

Crédito da imagem: Leonardo Costa

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