Furacão Melissa deixa mais de 25 mortos em Cuba e Haiti
Furacão Melissa deixa mais de 25 mortos em Cuba e Haiti. O fenômeno, que chegou à categoria 5 com ventos próximos de 300 km/h ao tocar a Jamaica na terça-feira (28), já contabiliza 25 vítimas fatais no Haiti, oito na Jamaica e mantém 18 pessoas desaparecidas em todo o Caribe, segundo a Associated Press.
Furacão Melissa deixa mais de 25 mortos em Cuba e Haiti
Depois de devastar a Jamaica, o furacão Melissa avançou na quarta-feira (29) para o leste de Cuba, onde 735 mil moradores permanecem abrigados. De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), os ventos chegaram a 222 km/h e a chuva ultrapassou 145 mm em apenas dois dias, configurando um dos temporais mais intensos a atingir o país em décadas.
Em Santiago de Cuba, telhados foram arrancados, residências alagadas e linhas de energia derrubadas, bloqueando estradas nas áreas montanhosas. “Foi um inferno a noite inteira”, relatou Reinaldo Charon, morador da cidade.
No Haiti, a Agência de Proteção Civil confirmou 25 mortes e 18 pessoas desaparecidas, a maioria em uma cidade costeira do sul onde enchentes destruíram dezenas de casas. Abrigos que já recebiam famílias desalojadas pela violência de gangues também foram inundados.
Na Jamaica, as autoridades registram oito mortes. A paróquia de St. Elizabeth, especialmente a cidade de Black River, sofreu “danos catastróficos”, segundo o prefeito Richard Solomon. Dois aeroportos jamaicanos reabriram apenas para voos de ajuda humanitária, enquanto equipes da ONU e de governos estrangeiros aterrissam com suprimentos de emergência.
Como parte da resposta internacional, a ONU liberou US$ 4 milhões tanto para Cuba quanto para o Haiti, e os Estados Unidos enviaram equipes de resgate à região, confirmou o secretário de Estado Marco Rubio. Especialistas preveem que o sistema, rebaixado para categoria 2, provoque ventos perigosos, inundações e marés de tempestade nas Bahamas ainda nesta quinta-feira, antes de rumar para Bermudas.
Imagem: Rachel Goodman Global
Mais detalhes sobre o impacto regional e as ações de socorro podem ser acompanhados no portal da ReliefWeb (ONU), plataforma de referência em emergências humanitárias.
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Crédito da imagem: AP Photo















