SUS Minas Gerais amplia rede para pessoas com deficiência
SUS Minas Gerais amplia rede para pessoas com deficiência ao consolidar 338 serviços especializados em 306 municípios, garantindo inclusão, autonomia e qualidade de vida a aproximadamente 1,9 milhão de mineiros com deficiência.
SUS Minas Gerais amplia rede para pessoas com deficiência
Dados do Censo 2022 do IBGE indicam que o Brasil conta com 14,4 milhões de pessoas com deficiência; em Minas Gerais, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua estima 1,9 milhão. Para atender esse público, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) coordena a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD-MG), que reúne Centros Especializados em Reabilitação (CER), Oficinas Ortopédicas e serviços voltados ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
O fluxo de atendimento começa na Atenção Primária, onde a Unidade Básica de Saúde estabelece vínculo essencial com o usuário. A referência técnica da RCPD na Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte, Francine Lelina Rosa de França, destaca que o cuidado vai além da reabilitação, englobando saúde bucal, vacinação e prevenção. “Trabalhamos para reduzir filas, qualificar profissionais e construir projetos terapêuticos individualizados que valorizem potencialidades e garantam participação social plena”, explica.
Para Márcio José Ferreira, servidor da ouvidoria da SRS-BH e deficiente visual, o avanço do Sistema Único de Saúde foi decisivo. “Antes, só quem tinha carteira assinada ou era funcionário público tinha assistência. Hoje, o acesso universal transformou vidas. Os desafios existem, mas os ganhos são inquestionáveis”, afirma o advogado formado pela UFMG, que superou barreiras de acessibilidade desde a infância.
Cada CER oferece avaliação, diagnóstico, concessão de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, com equipes multiprofissionais formadas por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e nutricionistas. Para regular o acesso, a Junta Reguladora da RCPD reúne fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social e enfermeiro, garantindo que o encaminhamento dos municípios a serviços de reabilitação de nível secundário seja ágil e criterioso.
A rede se estrutura em três níveis: Atenção Básica, onde ocorre o diagnóstico precoce e o acompanhamento; Atenção Especializada, com reabilitação física, auditiva, intelectual e visual; e Atenção Hospitalar, responsável por urgências, cirurgias e cuidados de alta complexidade. Esse modelo busca integração com esporte, educação e assistência social para assegurar participação comunitária e independência.
Imagem: Internet
Para conhecer em detalhes os serviços disponíveis em sua cidade e iniciar o atendimento, o cidadão deve procurar a UBS mais próxima. A equipe de saúde orientará sobre encaminhamentos e sobre o acesso gratuito a tecnologias assistivas.
No contexto nacional, a experiência mineira reforça a importância de redes articuladas para garantir direitos e ampliar a inclusão. Continue acompanhando outras ações de saúde pública em nossa editoria Brasil e fique informado sobre políticas que impactam seu dia a dia.
Crédito da imagem: Leandro Heringer













