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Preço do ouro dispara 60% e vira moeda segura na crise

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Preço do ouro dispara 60% e vira moeda segura na crise

Preço do ouro dispara 60% e vira moeda segura na crise. O metal precioso acumula alta recorde em 2025, atingindo US$ 4.380 a onça-troy em 20 de outubro e mantendo-se próximo de US$ 4.130, cenário que reacende o debate sobre seu papel como refúgio financeiro.

Preço do ouro dispara 60% e vira moeda segura na crise

Desde o início da pandemia, o preço do ouro avança de forma consistente, mas o movimento ganhou força nos últimos meses. Em 7 de outubro, os contratos futuros superaram pela primeira vez a marca de US$ 4.000 a onça, e, menos de duas semanas depois, cravaram novo recorde histórico de US$ 4.380.

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De janeiro até agora, a valorização acumulada chega a 60%, fazendo do ouro o ativo de melhor desempenho no ano, à frente de prata e platina. Para Adrian Ash, diretor de pesquisa da plataforma BullionVault, “o ouro é a moeda definitiva em períodos de crise, pois não depende de governos ou regimes para preservar valor”.

A procura crescente pressiona a cotação. Como explica o princípio básico de oferta e demanda, quanto maior o interesse de compra, maior o preço. Além disso, fatores geopolíticos — como guerras, tarifas comerciais e eleições — elevam a incerteza e impulsionam a busca por proteção. Durante a campanha de 2024, o então candidato Donald Trump prometeu tarifas severas, elevando o temor de impactos na economia global; eleito, ele intensificou esse sentimento e estimulou a corrida ao metal.

O avanço, porém, não garante ganhos eternos. Devin Cattelan, gestor da Verecan Capital Management, lembra que o ouro “oscila ao longo do tempo” e cita exemplos de bolhas, como o mercado de ações de cannabis, em que investidores tardios acabaram no prejuízo. Ash concorda: “O ritmo atual dificilmente continuará por muito tempo; não se deixe levar pelo FOMO”.

Segundo o World Gold Council, a demanda global por barras e moedas físicas cresceu em todas as regiões em 2025, reforçando a tese de que o metal serve como proteção contra inflação e volatilidade cambial. Ainda assim, especialistas sugerem cautela, diversificação e horizonte de longo prazo antes de aumentar a exposição.

No curto prazo, analistas monitoram possíveis alterações nas políticas comerciais dos Estados Unidos, tensões no Leste Europeu e indicadores de inflação para avaliar a sustentação dos preços. Caso o clima de incerteza persista, o preço do ouro tende a permanecer elevado; um alívio nessas pressões pode provocar correção.

Para quem pensa em comprar, a recomendação é avaliar perfil de risco, objetivos e, sobretudo, não comprometer parcela excessiva do portfólio. Afinal, embora seja visto como “porto seguro”, o ouro não está imune a volatilidade.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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