Desinformação em saúde: médicos assumem papel crucial
Desinformação em saúde: médicos assumem papel crucial cresce no Brasil e, neste Dia do Médico, celebrado em 20 de outubro de 2025, especialistas reforçam a responsabilidade dos profissionais de saúde em conter a onda de fake news que incentiva tratamentos sem comprovação científica.
Desinformação em saúde: médicos assumem papel crucial
No último ano, aumentou o número de pacientes que recorrem a “curas milagrosas” divulgadas nas redes sociais, muitas vezes abandonando terapias reconhecidas. A hepatologista Juliana Ferreira destaca que o fígado é um dos órgãos mais afetados por essa tendência. “A automedicação e o uso indiscriminado de produtos naturais podem causar toxicidade grave e mascarar sintomas importantes”, alerta.
Segundo a médica, cabe ao corpo clínico adotar uma comunicação clara, oferecendo dados de fontes confiáveis e explicando, em linguagem acessível, os riscos de seguir recomendações sem respaldo científico. Ferramentas digitais, podcasts e redes sociais podem ser aliadas, desde que os conteúdos partam de evidências revisadas e tragam referências reconhecidas.
Entidades internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), já listam a desinformação em saúde como ameaça global, sobretudo após a pandemia de Covid-19. As orientações indicam que médicos reforcem a checagem de fatos com os pacientes, incentivem a leitura crítica e mantenham canais abertos para esclarecer dúvidas.
Além disso, Ferreira aconselha que os profissionais denunciem publicações enganosas às plataformas e compartilhem estudos revisados por pares. “Educar é tão vital quanto prescrever”, resume a hepatologista.
Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Tribuna















