Cometa 3I/ATLAS exibe rara anticauda confirmada agora
Cometa 3I/ATLAS exibe rara anticauda confirmada agora após novas observações feitas com os telescópios do Observatório WM Keck, no Havaí, que endossam a suspeita levantada em agosto sobre o objeto interestelar descoberto em julho.
Cometa 3I/ATLAS exibe rara anticauda confirmada agora
O 3I/ATLAS é o terceiro visitante proveniente de outra estrela já detectado no Sistema Solar, sucedendo o asteroide 1I/ʻOumuamua (2017) e o cometa 2I/Borisov (2019). Identificado pelo sistema ATLAS, financiado pela NASA, ele também figura como o mais veloz desses corpos, característica que amplia o interesse científico.
Na maioria dos cometas, a cauda de poeira e gás se projeta para longe do Sol, empurrada pela radiação e pelo vento solar. No caso de 3I/ATLAS, contudo, os astrônomos registraram uma anticauda – aparente prolongamento que parece apontar em direção contrária à esperada. Embora fenômenos semelhantes já tenham sido documentados, como no Cometa Kohoutek em 1974, o efeito é considerado raro.
Segundo explicação da Agência Espacial Europeia (ESA), a anticauda geralmente resulta de um efeito de perspectiva: a verdadeira cauda continua voltada para longe do Sol, mas o alinhamento com a Terra cria a ilusão de reversão. No 3I/ATLAS, porém, medições feitas a 3,8 unidades astronômicas (cerca de 570 milhões de km) indicam que partículas maiores ejetadas do núcleo seguem a própria órbita, gerando uma corrente de material à frente do cometa e reforçando a impressão de cauda invertida.
Análises espectroscópicas ainda revelaram uma composição incomum. Há maior concentração de níquel perto do núcleo, enquanto o cianeto se dispersa por toda a coma, comportamento que sugere processos internos pouco compreendidos em corpos interestelares. Os pesquisadores planejam monitorar o 3I/ATLAS enquanto ele contorna o Sol, na expectativa de decifrar a dinâmica dos grãos de poeira e dos gases liberados.
Imagem: Internet
Confirmar a anticauda acrescenta uma peça fundamental ao quebra-cabeça sobre a origem e a evolução de objetos que cruzam o Sistema Solar vindos do espaço interestelar. Cada dado reunido ajuda a refinar modelos que explicam a formação de cometas em outros sistemas estelares.
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Crédito da imagem: ESA/TGO/CaSSIS















