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Trump planeja encontro com Putin para pôr fim à guerra na Ucrânia

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Trump planeja encontro com Putin para pôr fim à guerra na Ucrânia

Trump planeja encontro com Putin na Hungria para negociar um cessar-fogo e encerrar a guerra na Ucrânia, segundo declaração do presidente dos Estados Unidos nesta quinta-feira (data conforme original).

Pressão por negociações diretas

Donald Trump conversou por telefone com Vladimir Putin antes de anunciar a iniciativa. A data da reunião ainda não foi definida, mas o líder norte-americano pretende usar o encontro para convencer Moscou a iniciar conversas diretas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. O conflito, que entra no quarto ano, tornou-se peça central da campanha de reeleição de Trump em 2024.

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Mísseis Tomahawk como carta de barganha

Na véspera da chegada de Zelenskyy à Casa Branca para o quarto encontro presencial com Trump este ano, o governo dos EUA avalia fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk a Kiev. Com alcance de cerca de 1.600 quilômetros, o armamento permitiria à Ucrânia atingir alvos em território russo, aumentando a pressão sobre o Kremlin. Putin já sinalizou que a entrega desses mísseis seria uma “linha vermelha”, mas Trump mantém a opção na mesa.

Analistas, como Mark Montgomery, da Foundation for Defense of Democracies, apontam que a transferência dos Tomahawks exigiria anos de treinamento. Para curto prazo, ele sugere reforçar estoques de mísseis ERAM e ATACMS, de menor alcance porém mais imediatos. Ainda assim, a possível venda dos Tomahawks dá a Trump munição diplomática para persuadir Putin a negociar.

Sanções e petróleo russo em debate

Zelenskyy deverá reiterar o pedido por sanções mais duras contra a economia russa. Até aqui, Trump tem focado em convencer aliados da OTAN a restringir a compra de petróleo de Moscou. O presidente afirmou que a Índia concordou em reduzir importações, e o Senado norte-americano discute um projeto de tarifas elevadas sobre energia russa, copatrocinado pelos senadores Lindsey Graham e Richard Blumenthal.

Segundo o Departamento do Tesouro, o governo trabalha com parlamentares para garantir flexibilidade presidencial na aplicação de eventuais punições, aguardando maior adesão europeia. Especialistas veem queda no preço do petróleo como fator decisivo para forçar Putin a recuar, conforme analisado pela BBC.

Com a trégua entre Israel e Hamas relativamente estável, Trump desloca o foco para a Europa. “Precisamos resolver a Rússia primeiro”, disse em jantar com apoiadores, demonstrando confiança de que o momento no Oriente Médio abre espaço para avanços na frente ucraniana.

O desfecho das conversas em Washington e o futuro encontro na Hungria poderão redefinir os rumos da maior guerra em solo europeu desde 1945. Acompanhe atualizações sobre política internacional na editoria BRASIL e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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