Trump autoriza CIA a atuar na Venezuela, diz Reuters
Trump autoriza CIA a atuar na Venezuela, diz Reuters — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (15) que deu sinal verde para a Agência Central de Inteligência (CIA) conduzir operações encobertas na Venezuela, intensificando a ofensiva de Washington contra o governo de Nicolás Maduro.
Trump autoriza CIA a atuar na Venezuela, diz Reuters
Em coletiva na Casa Branca, Trump justificou a medida afirmando que “grandes quantidades de drogas” estariam entrando no território norte-americano a partir da Venezuela, sobretudo por rotas marítimas. “Agora estamos olhando para a terra, porque já controlamos muito bem o mar”, afirmou.
Questionado sobre o motivo de não mobilizar apenas a Guarda Costeira para interceptar embarcações, o republicano classificou essa abordagem como “politicamente correta” e ineficaz. O mandatário acrescentou que Caracas “está sentindo o calor”, mas evitou responder se a CIA recebeu autorização para capturar ou depor Maduro.
O The New York Times revelou a diretriz confidencial antes da confirmação presidencial, citando fontes do governo familiarizadas com a decisão. Segundo o jornal, a ordem representa a ação mais agressiva de Washington contra o regime chavista desde as sanções econômicas impostas em 2019.
Trump ainda acusou a Venezuela de liberar “um grande número” de presos, inclusive internos de hospitais psiquiátricos, rumo aos EUA, sem especificar por qual fronteira eles estariam chegando. Até o momento, o Ministério da Informação de Maduro e representantes da líder opositora María Corina Machado não comentaram as declarações.
A autorização para operações secretas da CIA é emitida por meio de uma finding presidencial, documento que permanece classificado e requer consultas ao Congresso. Não há detalhes públicos sobre o escopo das ações ou prazos estabelecidos.
Imagem: Reuters
A escalada ocorre em meio a uma crise humanitária prolongada na Venezuela, queda na produção de petróleo e crescente fluxo migratório na região. Especialistas temem que operações clandestinas ampliem a tensão política e prejudiquem iniciativas diplomáticas.
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Crédito da imagem: REUTERS/Kevin Lamarque















