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Caminhões de ajuda entram em Gaza após cessar-fogo

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Caminhões de ajuda entram em Gaza após cessar-fogo

Caminhões de ajuda entram em Gaza após cessar-fogo nesta quarta-feira ( ), marcando a retomada das operações humanitárias no enclave depois da trégua entre Israel e Hamas. O primeiro comboio cruzou a passagem de Rafah ao amanhecer, transportando combustível, alimentos e remédios.

Entregas aliviam crise humanitária

Segundo um funcionário de segurança israelense, cerca de 600 caminhões estão autorizados a entrar ao longo do dia, volume previsto no acordo que suspendeu dois anos de confrontos. Outros veículos continuam chegando por passagens secundárias, após inspeção israelense.

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O encaminhamento do auxílio só foi possível porque o Hamas devolveu mais corpos de reféns israelenses na noite anterior, reduzindo a tensão que ameaçava fechar Rafah. Até agora, oito corpos foram repatriados; 21 ainda permanecem em Gaza e uma força-tarefa internacional busca os restos mortais em meio aos escombros.

Pelo mesmo pacto, Israel já transferiu 45 dos 360 corpos de palestinos que se comprometeu a entregar, informou o Ministério da Saúde de Gaza. A identificação dos cadáveres está em curso.

A Organização das Nações Unidas alerta que a população enfrenta fome e falta de abrigo. Em depoimento à agência Reuters, o morador Moemen Hassanein relatou que “não restou nenhuma casa inteira” no bairro Al-Tuffah. O relatório da ONU aponta risco iminente de colapso sanitário na faixa.

Pressões políticas internas

A abertura de Rafah provoca debate em Israel. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, criticou publicamente a entrega de suprimentos, chamando-a de “vergonha” e defendendo “força total” contra o Hamas. Mesmo assim, o governo mantém a linha amarela — posição de recuo das tropas fora dos centros urbanos — para monitorar eventuais violações do cessar-fogo.

Do lado palestino, o Hamas intensificou ações contra clãs locais que tentaram assumir zonas da Faixa durante os bombardeios. Grupos como a Frente Popular para a Libertação da Palestina apoiam a operação, classificando os alvos como “focos de crime”.

Etapas futuras do acordo preveem o desarmamento do Hamas, criação de uma força internacional e definições sobre a administração de Gaza — temas ainda sem consenso. Enquanto isso, a Autoridade Palestina prepara-se para reassumir o controle operacional de Rafah com apoio da União Europeia.

Com a entrada dos suprimentos e passos iniciais do pacto, a comunidade internacional observa atentamente a evolução da trégua, considerada frágil, mas essencial para conter a catástrofe humanitária.

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Crédito da imagem: Global News

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