Pesquisa Datafolha aponta rejeição à exploração na Foz
Pesquisa Datafolha realizada nos dias 8 e 9 de setembro revela que 61% dos brasileiros desejam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva proíba a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. O estudo, encomendado pela organização Ekō e divulgado antes da COP30, ouviu 2.005 entrevistados em todo o país.
Pesquisa Datafolha aponta rejeição à exploração na Foz
A oposição ao projeto é ainda maior entre jovens de até 24 anos, chegando a 73%. O foco das críticas é o poço exploratório que a Petrobras pretende perfurar em águas profundas do Amapá, empreendimento que aguarda licenciamento ambiental do Ibama desde 2014.
Até o momento, a estatal desembolsou cerca de R$ 180 milhões para manter um navio-sonda de prontidão na região. Em nota, a companhia afirmou estranhar o resultado do Datafolha, pois suas próprias pesquisas indicariam alta confiança da população na Petrobras e no Ibama para tomar a decisão final sobre a Margem Equatorial.
Apesar da controvérsia, o interesse do setor privado permanece elevado. Em junho, consórcios liderados por Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC arremataram 19 dos 47 blocos ofertados na bacia, reforçando a expectativa de uma nova fronteira petrolífera.
A pesquisa também demonstrou forte apoio à agenda climática: 77% concordam com a meta do governo de zerar o desmatamento ilegal até 2030, embora apenas 17% acreditem que ela será cumprida. Além disso, 60% relatam impactos negativos das mudanças climáticas em suas rotinas, e 81% cobram mais proteção para comunidades vulneráveis.
Segundo Vanessa Lemos, coordenadora de campanhas da Ekō, “os próximos meses serão decisivos para o legado de Lula”, que precisaria equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Imagem: Reuters
Mais detalhes sobre o levantamento podem ser encontrados na cobertura da agência Reuters, que recebeu o estudo com exclusividade.
Quer acompanhar a evolução desse debate e outras notícias nacionais? Visite nossa editoria de Brasil e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Agência Petrobras















