Dólar sobe 3,34% e testa R$ 5,50 após piora fiscal
Dólar sobe 3,34% e testa R$ 5,50 após piora fiscal em meio ao aumento da aversão ao risco global e à deterioração das contas públicas brasileiras, apontou relatório técnico do BTG Pactual divulgado nesta terça-feira (14).
Dólar sobe 3,34% e testa R$ 5,50 após piora fiscal
A moeda norte-americana encerrou a semana passada com valorização acumulada de 3,34% ante o real, registrando na sexta-feira (10) o salto diário de 2,59%, o maior ganho desde julho de 2024. O movimento começou após o par USD/BRL respeitar o suporte da média móvel de 200 semanas, em R$ 5,28, e atravessar a média de 50 dias, impulsionando nova tentativa de rompimento da resistência psicológica de R$ 5,50.
Para os analistas do banco, a sustentação dos preços acima de R$ 5,40 nos próximos pregões será decisiva para confirmar se o rali marca o início de uma inversão mais duradoura ou apenas um falso rompimento dentro da tendência de baixa ainda dominante no médio prazo. Caso o mercado volte a fechar abaixo desse patamar, o viés vendedor voltará a ganhar força.
No cenário externo, o Dollar Index (DXY) acumulou alta de 1,17% e aproximou-se da barreira dos 100 pontos. O BTG nota que as médias de 21 e 50 dias cruzaram para cima, sugerindo fortalecimento da ponta compradora após a falha em romper a mínima anual de 96,355. Resistências estão em 100,000 e 101,200, enquanto suportes aparecem em 98,000 e 96,500.
Em outras praças, o euro caiu mais de 1,4% em outubro, testando suporte em 1,1450, enquanto o iene quebrou a marca de 152,00 e mantém o nível de 150,00 como novo suporte. Esses movimentos refletem uma busca global por segurança, segundo analistas ouvidos pela Reuters.
Imagem: Gustavo R
Para o investidor brasileiro, a manutenção do dólar em patamares elevados pressiona custos de importação e pode aumentar a incerteza inflacionária, especialmente diante das discussões sobre o arcabouço fiscal.
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