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MOFs da UFJF avançam aplicações ambientais e industriais

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MOFs da UFJF avançam aplicações ambientais e industriais

MOFs da UFJF avançam aplicações ambientais e industriais lideram pesquisas no país ao combinar alta porosidade, produção em escala e impacto ambiental positivo, consolidando-se como referência nacional em metal-organic frameworks.

MOFs da UFJF avançam aplicações ambientais e industriais

O Grupo de Pesquisa em Química dos Materiais Porosos (GPQMAP), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua desde 2013 na síntese e otimização de metal-organic frameworks (MOFs), estruturas que renderam o Prêmio Nobel de Química de 2025 aos seus criadores. Sob a coordenação da pesquisadora Charlane Cimini Corrêa, o time investiga tanto redes cristalinas já descritas quanto composições inéditas, capazes de capturar, armazenar e separar moléculas com precisão.

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A característica fundamental das MOFs da UFJF é a elevada porosidade. Por meio da escolha controlada de íons metálicos e ligantes orgânicos, o GPQMAP ajusta o diâmetro dos poros para acomodar gases, corantes e até proteínas. Essa flexibilidade permitiu desenvolver materiais com eficiência superior a 99 % na remoção do corante industrial Sunset Yellow, mantendo a integridade estrutural após diversos ciclos de uso.

Além de resultados em bancada, o grupo investe na escala industrial — um desafio histórico da área. Com quase R$ 5 milhões obtidos em projetos com a Petrobras desde 2019, o laboratório instalou uma linha de adsorção de gases e adquiriu reator capaz de produzir 100 g de MOF por batelada. A infraestrutura possibilita medir tempo de adsorção, capacidade de retenção e ciclos de regeneração, parâmetros essenciais para aplicações comerciais.

Os pesquisadores também obtiveram sucesso na retirada de metais pesados. Em estudo recente, uma MOF aniônica à base de cobalto trocou cátions dimetilamônio por níquel, demonstrando alta seletividade e fácil regeneração térmica. Já outro projeto visa registrar a patente UFJF-01, destinada à adsorção de metais na cachaça, em parceria com o professor Rafael Arromba.

Novos esforços combinam MOFs da UFJF com nanopartículas metálicas para criar sensores de pesticidas, iniciativa conduzida ao lado do professor Gustavo Andrade. Os avanços reforçam o potencial desses materiais em tecnologias limpas e na economia circular, contribuindo para o tratamento de efluentes e a preservação de recursos hídricos.

Para acompanhar outras pesquisas que movimentam o país, visite nossa editoria Brasil e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Twin Alvarenga

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