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Selic pode subir se cenário mudar, diz diretor do BC

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Selic pode subir se cenário mudar, diz diretor do BC

Selic pode subir se cenário mudar, diz diretor do BC — A taxa básica continuará em 15% por tempo prolongado, mas o Banco Central está pronto para elevá-la caso o ambiente econômico sofra alterações, afirmou o diretor de Política Monetária, Nilton José David, nesta quinta-feira (9).

Instituição mantém postura vigilante

Durante evento da Câmara Espanhola em São Paulo, David ressaltou que o atual ciclo de política monetária “é diferente dos anteriores” devido ao nível elevado de incerteza. Nesse contexto, disse ele, a política precisa permanecer mais restritiva do que em épocas de menor volatilidade. “Se houver mudança de curso, não teremos problema em subir ou ajustar a Selic”, frisou.

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Pausa nas altas exige estabilidade prolongada

O dirigente lembrou que a decisão de julho de interromper a sequência de aumentos — que levou a Selic aos atuais 15% — exige agora um período de estabilidade maior para que a inflação convirja à meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. “Esse prolongamento é o trade-off por não termos ido além dos 15%”, explicou.

Inflação surpreende para baixo em setembro

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou 0,48% em setembro, abaixo da previsão de 0,52% dos economistas consultados pela Reuters. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 5,17%, ligeiramente inferior à estimativa de 5,22%.

Crescimento robusto deve perder fôlego

David observou que o Brasil registrou quatro anos de expansão econômica “bastante robusta e além do esperado” e que a atividade ainda opera acima do potencial. O Banco Central, contudo, projeta arrefecimento suficiente para trazer os preços ao objetivo. Ele também destacou que as projeções do relatório Focus refletem variáveis — como cenário fiscal e política comercial dos EUA — que não entram nos modelos internos da autoridade monetária.

Ao concluir, o diretor reiterou que o BC não pretende “reagir a ruídos” nem “gerar volatilidade desnecessária”, reforçando a mensagem de cautela diante das incertezas.

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Crédito da imagem: iStock

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