Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Israel intercepta flotilha para Gaza e detém 145 ativistas

Israel intercepta flotilha para Gaza e detém 145 ativistas

Advertisements
Advertisements

Israel intercepta flotilha para Gaza e detém 145 ativistas

Israel intercepta flotilha para Gaza e detém 145 ativistas nas primeiras horas desta quarta-feira, ao abordar nove embarcações que tentavam furar o bloqueio naval imposto ao território desde 2007, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores israelense.

Israel intercepta flotilha para Gaza e detém 145 ativistas

A coalizão Freedom Flotilla & Thousand Madleens, formada por 145 ativistas, foi cercada a cerca de 120 milhas náuticas da costa de Gaza. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, todos os passageiros — entre eles médicos, parlamentares europeus e integrantes do parlamento turco — foram levados a um porto israelense para identificação e posterior deportação.

Advertisements
Advertisements

O governo canadense confirmou que seis cidadãos do Canadá estão entre os detidos. A ministra de Relações Exteriores, Anita Anand, declarou que Ottawa mantém contato com Tel Aviv e “insta Israel a garantir a segurança de nossos cidadãos e agilizar sua liberação”.

Essa é a segunda tentativa frustrada em menos de uma semana. Na sexta-feira anterior, a flotilha Global Sumud, com mais de 40 barcos e quase 450 ativistas — incluindo a sueca Greta Thunberg —, também foi interceptada. Dois canadenses haviam sido detidos naquela ocasião; a maioria já foi deportada, mas seis ativistas de Noruega, Marrocos e Espanha seguem presos, segundo seus advogados.

A chancelaria turca classificou a interceptação como “ato de pirataria” e “grave violação do direito internacional”. Ancara iniciou gestões diplomáticas para a liberação imediata de seus cidadãos e afirmou coordenar esforços com outros países cujos nacionais estavam a bordo.

Os barcos transportavam quantidades simbólicas de alimentos e suprimentos médicos destinados a hospitais de Gaza. Para o Ministério israelense, tratava-se de “mais uma tentativa fútil” de romper um bloqueio considerado legal por Tel Aviv. Já os organizadores sustentam que a ação visa abrir um corredor humanitário marítimo, dada a escassez de ajuda que chega por terra.

Organizações de direitos humanos e parlamentares europeus criticaram a operação. Em nota conjunta, deputados de Bélgica, Espanha, Itália e Chipre exigiram a libertação imediata dos detidos e o respeito às normas internacionais. O episódio ocorre em meio a crescentes críticas internacionais à condução da guerra em Gaza, cujos bombardeios já provocaram mais de 67 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde local.

Paralelamente, representantes de Israel e Hamas retomaram negociações indiretas no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, com mediação de Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia. O conflito começou em 7 de outubro de 2023, após ataque do Hamas que deixou 1.200 mortos em Israel e resultou no sequestro de 251 pessoas, das quais 48 permanecem sob cativeiro.

Quer saber como estas tensões repercutem na política brasileira? Acesse a nossa editoria Brasil e acompanhe análises atualizadas.

Crédito da imagem: Global News

Advertisements
Advertisements